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Siemens avança com spin-off de 30% do seu negócio de tecnologia médica

De acordo com o anúncio, que é feito na véspera da apresentação dos resultados anuais, em Munique, os acionistas da Siemens AG beneficiarão diretamente e receberão ações da Siemens Healthineers, detida atualmente em 67% pela multinacional. A Siemens não receberá dinheiro com a transferência das ações.
12 Novembro 2025, 23h36

A Siemens anunciou, esta quarta-feira, que vai alienar 30% das ações da Siemens Healthineers, empresa de equipamentos de diagnóstico médico, aos acionistas da casa-mãe. O spin-off é apresentado como o “início da próxima fase de crescimento” da empresa alemã, cuja estratégia passa por concentrar-se na automação industrial e de edifícios e no seu negócio de comboios Mobility.

De acordo com o anúncio, que é feito na véspera da apresentação dos resultados anuais, em Munique, os acionistas da Siemens AG beneficiarão diretamente e receberão ações da Siemens Healthineers, detida atualmente em 67% pela multinacional. A Siemens não receberá dinheiro com a transferência das ações.

O grupo de engenharia alemão vai reduzir, assim, a sua participação na Siemens Healthineers para 37%, o que permite a desconsolidação das contas da subsidiária. A empresa prevê continuar a reduzir a sua participação para até 20%.

“O dia de hoje marca o início da próxima fase de crescimento da Siemens. Ao ceder a maioria do controlo da Siemens Healthineers, estamos a concentrar-nos numa carteira Siemens altamente sinérgica”, justificou Roland Busch, presidente e chief executive officer (CEO) da Siemens AG, citado em comunicado.

A redução da sua participação de 33,5 mil milhões de euros na Siemens Healthineers foi abordada já no ano passado pelo CFO, Ralf Thomas, que remeteu a decisão final para o Capital Market Day da Siemens AG, em 13 de novembro.

“Este é o próximo passo lógico na execução da nossa estratégia de combinar os mundos real e digital, concentrando-nos no crescimento rentável acelerado dos nossos negócios digitais, hardware conectado e definido por software e IA industrial”, continuou o CEO.

Ainda segundo o executivo alemão, “cada uma das duas empresas tem um perfil financeiro sólido que oferece flexibilidade estratégica para acelerar a criação de valor nos seus respectivos mercados principais através de uma afetação de capital adaptada – permitindo que ambas as organizações operem com maior agilidade e concentração”.

Para a Siemens, a “desconsolidação proporciona uma margem de manobra adicional, aumenta a transparência, reduzindo simultaneamente a complexidade para o mercado de capitais, e simplifica as estruturas de governação. Ao mesmo tempo, a forma de cisão é uma transferência de ações favorável ao mercado”, afirmou, por sua vez, o diretor financeiro da Siemens AG.

Não foi divulgado, ainda, um prazo para a cisão, que está sujeita à aprovação dos acionistas e dos investidores da Healthineers. A transação está dependente das habituais aprovações regulamentares finais. A empresa prevê comunicar novos desenvolvimentos sobre a operação no segundo trimestre do ano fiscal de 2026.

No mesmo comunicado, a empresa diz que mantém “o seu compromisso com uma política de dividendos progressiva, que será mantida mesmo após a desconsolidação da Siemens Healthineers”.

 

*A jornalista viajou a convite da Siemens

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