Só 7 países da Europa baixaram a carga fiscal. Portugal foi um deles

O relatório anual sobre a cobrança de impostos mostra que, ainda assim, entre os 35 Estados que fazem parte da OCDE, Portugal ocupa o 16.º lugar cimeiro entre os países onde os impostos têm um maior peso.

O peso da carga tributária no Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal registou uma quebra em 2016, tendo ficado acima da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Os dados preliminares da OCDE indicam que os impostos representaram no ano passado 34,38% da riqueza produzida no país.

O relatório anual sobre a cobrança de impostos mostra que, entre os 35 Estados que fazem parte da OCDE, Portugal foi um dos sete países europeus que baixaram a carga tributária aos contribuintes. Em comparação com 2015, os impostos tiveram um impacto de menos 0,18 pontos percentuais no PIB.

Na Áustria, Bélgica, Itália, Noruega, Islândia, Espanha e a Irlanda registou-se também uma diminuição da carga tributária. Fora da Europa, também a Nova Zelândia, Canadá, Israel, Estados Unidos e Chile diminuíram os impostos cobrados aos consumidores.

Ainda assim, Portugal foi um dos países onde o peso dos impostos ficou acima da média, que se fixou nos 34,25%.

A Dinamarca lidera a lista de países onde a carga tributária assume a maior fatia, ao ocupar 45,94% do PIB nacional. Seguem-se a França (45,27%) e a Bélgica (44,17%). Portugal ocupa o 16.º lugar cimeiro entre os países onde os impostos têm um maior peso, ficando apenas um lugar acima da média da OCDE.

Acima da média da OCDE estão também outros países, todos eles europeus, como é o caso da Finlândia, Áustria, Itália, Suécia, Hungria, Noruega, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Islândia, Eslovénia e Grécia. Fora do continente europeu e abaixo da média da OCDE, destacam-se os Estados Unidos, onde os impostos correspondem a 26,02% do PIB.

Do lado opostos da tabela, com os impostos a pesarem menos no PIB nacional, está o México, com uma carga tributária a valer apenas 17,21% na riqueza do país. Seguem-se o Chile (20,39%) e a Irlanda (23,03%).

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