Sobe e desce. Sonae negoceia volátil após afirmar entrada em bolsa dos negócios de retalho alimentar e imobiliário

As ações da Sonae começaram a manhã com um ganho expressivo em bolsa, mas rapidamente passaram para terreno negativo. Negoceiam agora na ‘linha de água’. Antes da apresentação de resultados, também a Sonae Capital regista ganhos ligeiros.

O grupo Sonae foca esta terça-feira a atenção dos investidores, depois de a empresa-mãe ter anunciado ao mercado que continua a avaliar a colocação em bolsa dos negócios do retalho alimentar e do imobiliário. A primeira reação na abertura da sessão no PSI 20 foi de um ganho de mais de 1%, mas a tendência inverteu menos de uma hora depois com as ações a passarem para terreno negativo antes de estabilizarem.

Às 10h, as ações da Sonae negoceiam na linha de água, a valorizar 0,17% para 1,146 euros, com os investidores a reagirem ao comunicado da empresa na noite passada.

A Sonae informou o mercado que está a analisar a possibilidade de colocar em bolsa parte do portefólio de retalho, em linha com o que já tinha referido na apresentação de resultados, em março. A empresa nomeou o Barclays, o BNP Paribas e o Deutsche Bank para organizar reuniões exploratórias com potenciais investidores e garantiu que pretende manter uma posição maioritária.

“O portefólio de retalho potencialmente sujeito à entrada em bolsa incluiria a Sonae MC, o negócio líder de mercado na área de retalho alimentar, e a Sonae RP, a entidade que gere a propriedade imobiliária de retalho da Sonae”, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Avançou que “continua a analisar a possibilidade” e que “nesta fase não foi ainda tomada qualquer decisão formal, sendo que a Sonae manterá o mercado atualizado”.

Sonae Capital valoriza antes de resultados

Além da possibilidade do IPO, o grupo centra ainda atenções pela apresentação de resultados da Sonae Capital, subsidiária da área da hotelaria e turismo. É esperado que a empresa se mantenha no campo dos resultados negativos, mas ainda assim as ações sobem esta terça-feira em bolsa, 0,39% para 1,024 euros.

A Sonae Capital irá reportar os resultados do primeiro trimestre de 2018, após o fecho do mercado. “Antecipamos receitas de 39,4 milhões de euros, um EBITDA de 1,8 milhões (0,4 milhões no primeiro trimestre de 2017) e um resultado líquido negativo de cinco milhões”, refere um relatório do Caixa BI sobre as contas da empresa.

O banco diz esperar que os resultados do primeiro trimestre de 2018 continuem pressionados a nível do resultado líquido “apesar de prevermos uma melhoria do EBITDA face ao período homólogo, de forma mais visível nos segmentos de Fitness e Energia, beneficiando das aquisições realizadas nestes segmentos durante o ano passado”.

O EBITDA – lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – consolidado previsto para o trimestre é de 1,8 milhões (mais 313,1% na comparação anual e menos 34,7% face ao trimestre anterior) devido ao crescimento do rendimento operacional nos segmentos de fitness e energia. A margem EBITDA prevista é de 4,8%.

Na estimativa dos analistas, as receitas consolidadas da Sonae Capital no primeiro trimestre deverão ser de 39,4 milhões, o que representa uma subida de 20,8% em termos homólogos, mas uma diminuição de 26,6% face ao anterior trimestre. A estimativa é “suportada maioritariamente pelo aumento de receitas nos segmentos Troia Resort (+20,5% num ano), Hospitalidade (+10.0% num ano), Fitness (+32,2% num ano) e Energia (+12,4% num ano)”, diz a nota do banco de investimento.

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