Sonae IM investe em empresa de pagamentos norte-americana Citcon

O financiamento de 26 milhões de euros no qual esteve envolvida a empresa portuguesa foi liderado pela Norwest Venture Partners e pela Cota Capital, contando ainda com a Sierra Ventures – três sociedades de capital de risco dos Estados Unidos.

Diretor executivo da Sonae IM, Carlos Alberto Silva

A Sonae IM, o braço de investimento tecnológico do grupo Sonae, participou na ronda de investimento série C de 30 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros) da empresa norte-americana Citcon, uma fintech que permite aos retalhistas aceitarem pagamentos online e offline de várias carteiras digitais (mobile wallets), como Paypal ou Alipay.

O financiamento no qual esteve envolvida a empresa portuguesa foi liderado pela Norwest Venture Partners e pela Cota Capital, contando ainda com a Sierra Ventures – três sociedades de capital de risco dos Estados Unidos.

“É política da empresa não divulgar informações sobre montantes investidos, mas houve um investimento relevante. Estamos muito satisfeitos por participar numa ronda lado a lado com investidores de renome no sector fintech. O objetivo do investimento foi ter exposição a uma área que acreditamos que irá ser fundamental para pagamentos e para o retalho”, explicou fonte oficial da Sonae IM ao Jornal Económico.

A Citcon, que na lista de clientes tem a L’Oreal, a Macy’s ou a Panda Express, irá utilizar o capital para aumentar a equipa (não foram reveladas quantas pessoas) e acelerar a expansão global pelos quatro continentes onde opera.

“Disponibilizar acesso a novos métodos de pagamento está a tornar-se uma necessidade para retalhistas e comerciantes, motivada pela forte adoção dos consumidores a wallets e outros meios alternativos aos cartões de crédito. A Citcon tem a melhor plataforma do mercado, fácil de integrar, e que permite aos retalhistas aceitarem vários meios de pagamento com uma única integração”, refere Manuel Queiroz, diretor de Investimentos na Sonae IM, em comunicado, sobre o investimento que agrega ao portefólio a sua primeira solução de pagamentos para o retalho.

A solução desta fintech, que está implementada em mais de 30 mil espaços comerciais, permite aos comerciantes realizarem transações online ou em loja e aceitarem mais de 100 métodos de pagamento diferentes, incluindo carteiras digitais, sistemas de pagamento locais e cartões de crédito tradicionais, através de uma única plataforma de integração.

“A Citcon está a crescer num mercado global que está a superar o dos cartões de crédito tradicionais, com uma plataforma de pagamentos omnicanal”, afirma Priti Youssef Choksi, sócia da Norwest Venture Partners. “À medida que as carteiras digitais se tornam cada vez mais comuns, impulsionadas pelos comportamentos de consumo pós-Covid, esperamos ver um crescimento significativo nesta categoria e acreditamos que a Citcon tem características para atingir uma posição de liderança”, estima.

Os investidores destacam que se prevê que o comércio eletrónico transnacional cresça 27% ao ano, alcançando os 4,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 4,1 mil milhões de euros) em 2026, e consideram que esta indústria global está a ser impulsionada pelo interesse dos consumidores em métodos de pagamento não-bancários, baseados em software.

“A Citcon impulsiona o comércio à escala global ao permitir que as empresas aceitem pagamentos via carteira digital (mobile wallets) e meios alternativos com a mesma facilidade com que processam hoje os pagamentos tradicionais por cartão de crédito” – Fundador e CEO, Chuck Huang

Recomendadas

5G: Nowo já pediu estabelecimento de acordos de ‘roaming’

De acordo com o regulamento, os operadores vão ter de chegar a acordo entre eles e têm 45 dias para o fazer, caso tal não aconteça podem recorrer à Anacom para arbitrar o processo.

Grupo FNAC investe 300 mil euros e abre primeira loja de bem-estar e sustentabilidade em Portugal

A insígnia abrange aromaterapia, chás e infusões, entre outros. “Pretende inspirar a fazer essa mudança. Traz consigo o propósito de criar um mundo melhor, apelando a um modo de vida mais consciente, mais próximo da natureza, com foco no bem-estar e no respeito pelo planeta”, garante ao JE o diretor geral, Nuno Luz.

CEO da Apple assinou “acordo secreto” de 275 mil milhões de dólares com oficiais chineses para continuar a operar no país

Em 2016, os executivos da Apple ficaram alarmados com as ameaças do governo chinês contra recursos como Apple Pay, iCloud e App Store, o que levou Cook a realizar uma série de reuniões secretas com autoridades de Pequim.
Comentários