O valor total de títulos de dívida emitidos por entidades residentes em Portugal fixou-se em 321,5 mil milhões de euros no final de janeiro. Este montante representa um crescimento de 6,3 mil milhões de euros face ao mês anterior, impulsionado sobretudo pela administração pública e pelo setor financeiro, de acordo com as estatísticas de títulos atualizadas para janeiro de 2026.
As administrações públicas foram o principal motor deste crescimento, com as emissões a superarem as amortizações em 5,6 mil milhões de euros — um valor que supera em 2,4 mil milhões o registado no mesmo período do ano anterior.
No total, a dívida pública emitida atingiu os 190,2 mil milhões de euros no final do mês, beneficiando ainda de uma valorização de 0,4 mil milhões e de juros corridos de 0,3 mil milhões. As emissões líquidas de amortizações correspondiam a 5,6 mil milhões de euros, mais 2,4 mil milhões de euros do que no período homólogo.
O banco central destaca que o setor financeiro registou emissões líquidas positivas de 0,3 mil milhões de euros, enquanto as empresas não financeiras registaram um saldo negativo, com as amortizações a superarem as emissões em 0,3 mil milhões de euros.
Bolsa com desempenho histórico
No mercado acionista, os sinais são de otimismo. O stock de ações cotadas de entidades residentes subiu para 77 mil milhões de euros, refletindo um ganho de 3,9 mil milhões num único mês. Esta valorização é a mais elevada dos últimos 21 meses, sendo explicada quase integralmente pelo desempenho das empresas não financeiras (valorização de 3,6 mil milhões) e, em menor escala, pelo setor financeiro (0,3 mil milhões).
Calendário de amortizações no horizonte
Para os próximos 12 meses, o mercado prepara-se para o reembolso de 47,2 mil milhões de euros em títulos de dívida, o que representa 14,4% do stock total de títulos vivos (valor nominal) naquela data.
O calendário de curto prazo destaca dois momentos críticos. Por um lado um pico de amortização das administrações públicas fixado em 11,7 mil milhões de euros, previsto para julho de 2026, de 11,7 mil milhões de euros. Por outro a amortização de títulos de dívida de empresas não financeiras, prevista para fevereiro de 2026, de 5,5 mil milhões de euros.
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