Concurso público para substituição do Cabo Submarino entre Continente, Açores e Madeira lançado até final deste ano num investimento de 118 milhões de euros

A Telecom deverá ainda avaliar a necessidade de substituir as ligações por cabo submarino entre a Madeira e o Porto Santo e entre as ilhas dos Açores, tendo em conta o seu período de vida e capacidade.

Foi publicado esta quarta-feira em Diário da República um despacho que determina que se inicie o processo de substituição do cabo submarino entre o continente e os Açores e Madeira, num investimento de 118,9 milhões de euros. O concurso público internacional deverá ser lançado até ao final deste ano.

A adjudicação da construção e instalação deverá ser feita até ao final de 2021, sendo que se espera um prazo de dois anos para a instalação do cabo, dado que a obsolência dos cabos está estimada ocorrer nos anos de 2025 entre o continente e a Madeira, em 2024 entre o Continente e os Açores e em 2028 entre os Açores e a Madeira.

Estes cabos servem para garantir as comunicações eletrónicas entre o território de Portugal continental e os arquipélagos dos Açores e da Madeira. Há dois cabos a partir de Carcavelos, um para a ilha de São Miguel e outro para a ilha da Madeira, e um terceiro entre São Miguel e a Madeira, num total de 3 mil e 700 quilómetros.

“As infraestruturas do futuro anel CAM integrarão o domínio público do Estado e ficarão afetas à subconcessão a atribuir à IP Telecom, S. A”, lê-se no despacho.

Além disso, a Telecom deverá ainda avaliar a necessidade de substituir as ligações por cabo submarino entre a Madeira e o Porto Santo e entre as ilhas dos Açores, tendo em conta o seu período de vida e capacidade.

O novo cabo submarino deverá ser dotado de equipamento para a prestação de serviços, designadamente de deteção sísmica, para produção de alertas, de medições ambientais, de deteção de atividade náutica submarina e de transmissão de dados de projetos científicos, refere o despacho.

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