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Suspeitos de desvio de quatro milhões da Segurança Social são-tomense em prisão preventiva

“Efetivadas as detenções, e submetidos ao primeiro interrogatório judicial e em conformidade com o requerimento do Ministério Público, foi aplicado aos arguidos a medida de coação de prisão preventiva”, lê-se numa nota publicada pelo MP no Facebook.
26 Março 2025, 19h02

A Justiça são-tomense decretou hoje prisão preventiva para os três arguidos acusados do desvio de cerca de quatro milhões de euros de créditos da Segurança Social, anunciou hoje o Ministério Público (MP) do arquipélago.

“Efetivadas as detenções, e submetidos ao primeiro interrogatório judicial e em conformidade com o requerimento do Ministério Público, foi aplicado aos arguidos a medida de coação de prisão preventiva”, lê-se numa nota publicada pelo MP no Facebook.

Os três arguidos foram detidos na segunda-feira fora de flagrante delito e, segundo o MP, são “suspeitos por crimes de abuso de confiança agravado, branqueamento de capitais e associação criminosa”.

O MP anunciou que “na posse dos detidos foram aprendidas cerca de 10 viaturas de alta cilindrada, sendo algumas delas de topo de gama, diversos relógios de marcas de luxo, diversos objetos em ouro, enormes quantidades de dinheiro em espécie, um estúdio de televisão com diversos equipamentos, e vários documentos, objetos e matéria probatória, que irá ser analisada”.

A instituição não revelou a identidade dos arguidos, mas fontes judiciárias disseram à Lusa que trata-se de um funcionário do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTP), cantor e empresário, a sua mulher e um comerciante.

Na terça-feira, o Procurador-Geral da República, Kelve Nobre de Carvalho, referiu que o processo está em segredo de justiça e que as autoridades judiciárias continuam com as investigações no terreno.

O diretor do Instituto Nacional de Segurança Social, Gilmar Benguela, assegurou que o valor não foi retirado da conta da instituição e que “nenhum funcionário da Segurança Social foi detido ou foi constituído arguido” durante a denominada “Operação Pensionista”.

“Queremos tranquilizar os nossos contribuintes e beneficiários que as contribuições que são efetivamente feitas na conta da Segurança Social, temos todo o controlo sobre ela e que as suas prestações estão garantidas”, disse Benguela em declarações aos jornalistas.

Até ao momento, o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTP) não fez qualquer pronunciamento público sobre esta polémica.

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