Taguspark investe até um milhão de euros para aumentar incubadora e criar aceleradora de startups

“Temos uma obrigação, de responsabilidade social, de garantir que a transferência da tecnologia e da ciência se faz para os mercados”, diz Eduardo Baptista Correia, CEO deste parque tecnológico e científico, ao Jornal Económico.

O Taguspark quer sangue novo no mercado tecnológico e científico. O parque de tecnologia e ciência de Oeiras investiu entre 800 mil e um milhão de euros para revitalizar a sua incubadora de empresas, que tem mais de uma década e foi o berço do unicórnio português Talkdesk.

A sociedade pretende receber mais casos de sucesso no ecossistema empreendedor nacional, que possam – mais tarde (e se sobreviverem) – manter-se neste polo empresarial, localizado em Porto Salvo. Depois de ter aumentado o espaço na incubadora este ano (para 2 mil metros quadrados), o Taguspark vai, em 2020, ter disponíveis para trabalho 3 mil metros quadrados.

“Somos um parque de ciência e tecnologia com receitas próprias, uma entidade que não tem qualquer financiamento que não seja o autofinanciamento. Somos um negócio de sustentabilidade, com base imobiliária, mas temos uma obrigação, de responsabilidade social, de garantir que a transferência da tecnologia e da ciência se faz para os mercados. É assim que a nossa economia pode evoluir. Não há outra forma”, explicou Eduardo Baptista Correia, CEO do Taguspark, ao Jornal Económico (JE).

No primeiro trimestre do próximo ano, o Taguspark, em parceria com uma das entidades privadas que estão no parque, vai ainda lançar uma aceleradora de negócios na área das ciências da vida, orientada para a Medicina e composta por mentores e investidores nas áreas científicas, como o gestor Stewart Noakes. “Estamos neste momento a construir o regulamento, portanto ainda não temos noção clara de quantas startups serão admitidas, mas temos do espaço. Numa primeira fase, haverá mil metros quadrados disponíveis. Se pusermos dez metros quadrados por pessoa tem espaço para 100 pessoas, em média”, esclarece ao JE.

A partir desta terça-feira, o Taguspark, cujos maiores acionistas são a Câmara Municipal de Oeiras e o Instituto Superior Técnico, começou a ‘chamar’ projetos novos nas áreas das ciências e biotecnologia. As startups que estejam interessadas em crescer neste parque, onde se encontram mais de 100 organizações, instituições de investigação e desenvolvimento (I&D) e universidades, podem candidatar-se até ao próximo dia 15 de dezembro.

Se forem escolhidas para integrar o programa terão acesso a escritórios, reprografia, laboratório e outros equipamentos de apoio à atividade, entre os quais telefone, uma autoclave, uma câmara de fluxo laminar ou um congelador com capacidade para 80 graus negativos. É o caso das 22 startups (das TIC à Física) que, neste momento, integram o espaço de co-working.

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