Tecnológicas pressionam Bolsa de Nova Iorque

Só a Microsoft, a Chevron, a Amazon e o Facebook caíram todas mais de 1,5%. A Alphabet, dona da Google, desliza 1,08% e a Apple perde 0,95%, tendo as desvalorizações menos significativas.

Wall Street briu a sessão desta sexta-feira, dia 21 de fevereiro, em terreno negativo, penalizada essencialmente pelo recuo das tecnológicas. Só a Microsoft, a Chevron, a Amazon e o Facebook caíram todas mais de 1,5%. A Alphabet, dona da Google, desliza 1,08% e a Apple perde 0,95%, tendo as desvalorizações menos significativas.

Os três principais índices arrancaram, assim, no ‘vermelho’ naquela que é a última sessão da semana. O industrial Dow Jones está a cair pelo 0,88%, para os 28.963,13 pontos; o financeiro S&P 500 perde 0,99%, para os 3.339,98 pontos e o tecnológico Nasdaq desce 1,39%, para os 9.615,18 pontos. Já o Russel 2000 está a ser marcado por uma desvalorização de 0,91%, para os 1.680,79 pontos.

Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp destaca, no seio empresarial, as valorizações da Deere & Company (que sobe 9,41%, para 181,48 dólares) e da Dropbox (que dispara 21,69%, para 22,63 dólares, depois de apresentarem os mais recentes relatórios e contas trimestrais e, por outro lado, a queda dos títulos First Solar (que tombam 14,77%, para 50,92 dólares).

“Nos Estados Unidos os dados são bastante bons (imobiliário, vendas a retalho, etc.), graças sobretudo à solidez do mercado de trabalho – a taxa de desemprego está em mínimos dos últimos 50 anos e os salários crescem a um ritmo de mais 3,1%”, referem os analistas do banco espanhol Bankinter em research enviada hoje.

O preço do petróleo voltou a cair. A cotação do barril de Brent perde 1,55%, para 58,39 dólares, enquanto a cotação do crude WTI recua 1,21%, para 53,23 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro aprecia 0,68% face ao dólar (1,0856), enquanto a libra “valoriza” 0,63% perante a divisa dos Estados Unidos (1,2960).

André Pires, analista da XTB, lembra ainda que os ativos de risco sofreram uma quebra acentuada ontem ao final da tarde de ontem e que esta manhã os mercados europeus abriram “com um gap negativo e bastante volatilidade, “acompanhando alguns sinais da propagação do vírus além das fronteiras chinesas. “O Japão e a Coreia do Sul, onde vimos já casos de morte, impuseram maiores restrições às trocas comerciais, o que poderá, certamente, afetar a economia como um todo. Enquanto isso, a China deu a conhecer que registou uma quebra de 92% nas vendas de carros, na primeira quinzena de fevereiro”, assinala, numa nota de mercado.

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