Teixeira Duarte fecha contrato de 50,9 milhões para construir ponte no Equador

Contrato com ‘los Gobiernos Autónomos Descentralizados Municipales de Guayaquil y Daule’ foi celebrado esta sexta-feira e comunicado no dia seguinte ao mercado.

A Teixeira Duarte anunciou este sábado a celebração de contrato para a construção de uma ponte rodoviária no Equador, pelo montante de 59,2 milhões de dólares (equivalente a cerca de 50,9 milhões de euros). O prazo previsto para execução da obra é de 480 dias.

“A Teixeira Duarte S.A. informa que um consórcio liderado pela sua participada a 100% “Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A.” celebrou, no dia 31 de agosto de 2018, no Equador, com “los Gobiernos Autónomos Descentralizados Municipales de Guayaquil y Daule”, o contrato para a execução da “Construcción del Puente Daule-Guayaquil, incluye accesos y pasos elevados en Av. Leon Febres Cordero y en Av. Narcisa de Jesus Martillo Morán””, anunciou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A construção da Ponte Daule-Guayaquil irá incluir acessos e viadutos na Av. Leon Febres Cordero e na Av. Narcisa de Jesus Martillo Morán. A Teixeira Duarte ‐ Engenharia e Construções, S.A. lidera com 61% o consórcio em questão, que inclui também a participação de 39% de uma empresa de construção equatoriana.

O anúncio foi feito no dia seguinte à empresa apresentar resultados do primeiro semestre do ano. O grupo de construção registou lucros de 17,4 milhões, o que compara com prejuízos de mais de 9 milhões de euros apresentadas no período homólogo de 2017.

O resultado foi justificado pelo impacto normal do desenvolvimento da atividade das entidades que integram o grupo Teixeira Duarte nos diferentes mercados de atuação, mas também por diferenças de câmbio desfavoráveis, que em junho de 2018 foram negativas em 38,6 milhões de euros, enquanto que, no período homólogo de 2017 haviam sido negativas em três milhões de euros.

O EBITDA – lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações – foram de 91,2 milhões de euros e a margem EBITDA de 21,3%. O ativo líquido fixou-se em 1.789 milhões de euros e a dívida em 771 milhões de euros.

A empresa liderada por Pedro Maria Teixeira Duarte, apresentou um volume de negócios de 428,4 milhões de euros (-9,8% que em junho de 2017). O mercado externo representa 73,3% deste volume de negócios (abaixo dos 82,8% que representava no ano passado).

Ler mais
Relacionadas

Teixeira Duarte passa de prejuízos a lucros de 17,4 milhões num ano

Os Resultados Líquidosforam positivos em 17.370 milhares de euros, que se comparam com os 9.091 milhares de euros negativos registados em junho de 2017, diz o Grupo TD. O Volume de Negócios da Construção registou uma quebra de 1,8% face ao período homólogo 2017, devido, à diminuição dos mercados externos na sua globalidade”, mas “Portugal registou um aumento de 38,2% face ao ano passado, essencialmente devido bom desempenho conseguido no mercado privado da Construção”.

Acionistas da Lusoponte exercem direito de preferência na participação de 7,5% que é da Teixeira Duarte

Os chineses já não vão comprar a participação de 7,5% que a Teixeira Duarte tem na Lusoponte, porque a Vinci e a Mota-Engil exerceram o direito de preferência. A Vinci vai pagar 11,5 milhões e a Lineas – Concessões de Transportes, da Mota Engil, vai pagar 11,8 milhões.

Teixeira Duarte já vendeu Lagoas Park. Preço: 375 milhões de euros

A venda permitiu à construtora uma redução do passivo no valor de 375 milhões de euros. Do outro lado do negócio está a Kildare, uma private equitie especializada em imobiliário.
Recomendadas

Banco de Fomento lança duas novas linhas de apoio à economia no valor de 1.100 milhões de euros

Banco Português de Fomento abre esta segunda-feira as candidaturas para as novas linhas de crédito. A linha de apoio para as empresas exportadoras da indústria e do turismo tem uma dotação global de 1.050 milhões de euros, enquanto a linha de apoio às empresas de montagem de eventos tem uma dotação de 50 milhões de euros.

PremiumCompal vende 70 milhões de litros de sumos com Centro de Frutologia

Miguel Garcia, diretor de marketing da empresa, realça o papel do centro na promoção da fruta nacional e no acesso a 20 mil toneladas anuais.

Honda suspende produção no Reino Unido por falta de fornecimentos

De acordo com o Sunday Times, citado pela agência Efe, a Jaguar Land Rover, a Nissan e a Vauxhall também se estão a ver obrigadas a cortar na sua atividade devido à falta de pessoal por causa da covid-19, assim como pelo congestionamento nos portos britânicos associado à pandemia e ao ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia).
Comentários