Teletrabalho e outsourcing

O crescimento do outsourcing poderá muito bem ser um subproduto da Covid-19 e não é certo se Portugal fica ou não do lado dos vencedores.

A transição brusca para o teletrabalho parece ter corrido melhor do que o seria de esperar na generalidade das empresas. Foi possível manter a funcionar muitos negócios com base em planos de contingência implementados em escassos dias e com poucos recursos. Obviamente, nem todas as funções puderam sofrer esta transformação, mas há casos como os da Google e ou do Twitter que já anunciaram a opção pelo teletrabalho como permanente.

Na verdade, trata-se de algo já acontecia em alguns sectores e negócios e que agora se democratizou. A grande diferença foi a escala e a rapidez da mudança e por isso se diz que a Covid-19 fez mais pelos processos de digitalização das empresas do que anos de iniciativas e decisões corporativas.

O debate entre as vantagens e desvantagens do teletrabalho está ainda no início, mas parece consensual que poderá dar às empresas e aos trabalhadores um pouco mais de flexibilidade. No entanto, nos EUA já se nota a emergência de um fenómeno que, não sendo novo, está a intensificar uma tendência. Se as empresas chegaram à conclusão que, em muitos casos, não precisam dos colaboradores nas suas instalações, facilmente “deram o salto” para a conclusão seguinte: talvez não necessitem de tantos colaboradores próprios e seja melhor subcontratar cada vez mais funções, muitas vezes em outros países.

O crescimento do outsourcing poderá muito bem ser um subproduto da Covid-19 e não é certo se Portugal fica ou não do lado dos vencedores.

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