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“Temos que aproveitar esta conjuntura geopolítica para sermos muito exigentes no nosso turismo”, diz Paulo Rangel

O Ministro dos Negócios Estrangeiros considera que o turismo tem-se estruturado de “forma muito competente” ao longo das últimas décadas e que está cada vez mais consciente de que tem de ser capaz de tornar este setor “não apenas massificado, mas de valor acrescentado”.
13 Fevereiro 2026, 12h43

Paulo Rangel quer ver o turismo português valorizar-se e tirar partido do contexto geopolítico mundial, quando comparado com o que se vive no país. “Olhando para os nossos políticos, diria que Portugal é uma espécie de santuário para se viver e temos que aproveitar esta conjuntura para sermos muito exigentes no nosso turismo”, referiu na sua intervenção no congresso da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), que decorre até esta sexta-feira, na Alfândega do Porto.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu que esta exigência diz respeito ao facto de Portugal ter dado as condições aos operadores para poderem trabalhar, mas também para o país ser mais seletivo no sentido de reforçar a componente de valor acrescentado para todos.

“Porque no meio desta crise, isto é uma oportunidade. Permite-nos estruturar que é uma coisa que julgo que o setor do turismo tem feito de forma muito competente ao longo das últimas décadas e está cada vez mais consciente disso, que é ser capaz de tornar este um setor não apenas massificado, mas de valor acrescentado”, afirmou.

O governante quer trazer para Portugal as elites mundiais, não no sentido dos líderes políticos, mas de pessoas que têm poder aquisitivo e que têm influência.

“Para mim, enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros é o valor diplomático do turismo para nós, a imagem com que as pessoas são vistas que conta. Se as pessoas vêm cá passar férias, um fim de semana, ou vêm cá a um evento e saem daqui com uma impressão positiva dos serviços formais. Isto é um ativo enorme”, salientou.

Para Paulo Rangel Portugal é hoje um país, muito respeitado, porque respeita todos e fala com todos. “Tem uma espécie de sorte e um poder suave que lhe permite, não ser visto como uma ameaça”, sublinhou, alertando para uma comunicação global através das redes sociais, como um dos fatores que é preciso ter em atenção.

“Hoje é preciso estar atento a todos, mesmo aqueles que nos parecem que não vão desencadear nada. Temos aqui a capacidade de fazer valer Portugal como um país acolhedor, que está longe dos conflitos e que tem uma enorme capacidade de relacionamento com todos os países, que não é nem inimigo nem adversário de ninguém e nesse aspeto cria condições para se poder estar aqui com uma grande tranquilidade”, concluiu.

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