Tesouro vai emitir até 1.250 milhões em dívida a 5 e 10 anos para reembolsar FMI

“O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 14 de novembro pelas 10:30 horas dois leilões das OT [Obrigações do Tesouro] com maturidade em 25 de outubro de 2023 e 17 de outubro de 2028, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros”, anunciou.

D.R.

O Tesouro vai na próxima quarta-feira ao mercado para angariar até 1.250 milhões de euros financiamento que irá ser direcionado para um reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo anunciou esta sexta-feira, em comunicado.

“O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 14 de novembro pelas 10:30 horas dois leilões das OT [Obrigações do Tesouro] com maturidade em 25 de outubro de 2023 e 17 de outubro de 2028, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros”, informou a entidade.

O último leilão de OT a 10 anos aconteceu a 10 de outubro, quando o IGCP colocou 782 milhões de euros, com uma taxa de juro em 1,939%, o que representou um agravamento nos custos de financiamento do país para máximos de oito meses. A procura superou a oferta em 2,78 vezes.

No caso da dívida a cinco anos, a última emissão comparável é de 12 de setembro, sendo que o Tesouro colocou 328 milhões de euros com uma taxa de juro de 0,647%. Na altura, a procura foi 3,76 vezes superior à oferta.

Sobre a nova colocação que irá acontecer a próxima semana, a agência liderada por Cristina Casalinho acrescentou que “com este leilão, o IGCP tenciona pagar antecipadamente parte do empréstimo do FMI”.

No mês passado, o secretário de Estado Adjunto e das Finanças Ricardo Mourinho Félix tinha anunciado, em entrevista ao Jornal Económico, que o Governo pretendia pagar mais dois mil milhões ao FMI ainda este ano.

“Estou em crer que, se tudo correr de forma normal ainda este ano, poderemos fazer um pagamento que poderá ser de cerca de dois mil milhões de euros, portanto isso também é importante para a redução dos juros que vamos pagar”, disse, na altura, o secretário de Estado.

Ricardo Mourinho Félix: “Podemos pagar mais dois mil milhões ao FMI este ano”

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[Notícia atualizada às 13h15]

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