Topo da agenda: o que vai marcar a atualidade esta quarta-feira

A atualidade desta quarta-feira ficará marcada por audições no âmbito da saúde e economia na Assembleia da República e pelo último dia da reunião da Reserva Federal nos EUA.

Cristina Bernardo

Esta quarta-feira ficará marcada por audições no âmbito da saúde e economia na Assembleia da República e pelo último dia da reunião da Reserva Federal nos EUA.

Logo pela manhã, a ministra da Saúde, Marta Temido, e a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Godinho, vão marcar presença nas Comissões de Saúde e de Trabalho e Segurança Social para responderem às situações dos surtos de Covid-19 nos lares.

Segue-se depois a audição do consultor do Governo António Costa Silva, autor do plano de recuperação económica 2020/30, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, a pedido “urgente” do PS.

Após terem chumbado uma audição com Costa Silva no passado, os socialistas argumentam agora que este é “momento adequado para transferir o debate para a Assembleia da República, de modo a tornar esta abordagem ainda mais abrangente, com reflexão mais diversificada, baseada em diferentes visões de distintos quadrantes políticos, capaz de ajudar a gerar um entendimento vasto e um consenso sólido a favor do país”.

Fim da reunião da Reserva Federal

A Reserva Federal (Fed) norte-americana iniciou esta terça-feira uma reunião de política monetária de dois dias, a última antes das eleições presidenciais de 3 de novembro, com democratas e republicanos num impasse sobre um novo plano de ajuda à economia.

As modificações na política da Fed anunciadas pelo seu presidente, Jerome Powell, permitem que a inflação possa ultrapassar a meta de 2% “durante algum tempo” para evitar uma subida das taxas de juro e continuar a apoiar a economia e fomentar o emprego. Após a reunião, o banco central norte-americano vai divulgar novas previsões para a economia dos Estados Unidos, dados aguardados com expectativa num contexto de grande incerteza devido aos efeitos da pandemia de covid-19.

Leilão de dívida de curto prazo do IGCP e outlook económico da OCDE

Ainda durante a manhã de quarta-feira, o IGCP, que gere a dívida pública portuguesa, vai realizar dois leilões de Bilhetes do Tesouro (BT), com um montante indicativo de entre 1.500 milhões de euros e 1.750 milhões de euros. Em comunicado, a entidade liderada por Cristina Casalinho referiu que estas duas linhas terão “maturidades em 19 de março de 2021 e 17 de setembro de 2021”, ou seja, seis e 12 meses. Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) vai divulgar o outlook económico provisório.

Indicadores

Quanto aos indicadores, o Eurostat prepara-se para divulgar os resultados do Comércio Internacional de Bens.

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