“Trabalhadores precisam de maior soberania sobre o seu tempo”, diz OIT

Organização Internacional do Trabalho recomenda medidas de regulação que estabeleçam um número mínimo de horas garantidas e previsíveis para os indivíduos que exercem funções através do teletrabalho.

O número de trabalhadores que trabalha horas excessivas é elevado, o que tem impacto na sua vida pessoal e no desempenho profissional. A conclusão faz parte do relatório “Work for a brighter future” publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) esta terça-feira.

“São demasiados os trabalhadores que continuam a trabalhar horas excessivas, o que lhes deixa pouco tempo livre”, refere a OIT. “Muitos trabalhadores têm que cumprir com uma longa jornada de trabalho porque a família é pobre ou porque correm o risco de cair na pobreza se reduzirem as horas de trabalho”, acrescenta.

A organização de Genebra salienta, contudo, que por outro lado existe um segmento que não têm trabalho suficiente. “Cerca de um em cada cinco trabalhadores em todo o mundo que trabalha poucas horas assinala que gostaria de trabalhar mais horas”, diz, explicando que para muitos destes trabalhadores as horas de trabalho “podem variar muito e ser imprescindíveis, sem um número garantido de horas semanais de trabalho remunerado, e com pouco ou nenhum direito a escolher quando trabalham”.

“Os trabalhadores precisam de maior soberania sobre o seu tempo. A capacidade de ter mais opções e de exercer um maior controlo sobre as horas de trabalho irá melhorar a sua saúde e bem estar, assim como o desempenho pessoal e profissional”, assinala a OIT.

Exorta ainda os governos, empregadores e trabalhadores a desenvolver acordos sobre a organização do tempo de trabalho que permita aos trabalhadores escolher os horários de trabalho, sujeitos às necessidades que tenha a empresa de uma maior flexibilidade e recomenda ainda que se adotem medidas de regulação apropriadas que estabeleçam um número mínimos de horas garantidas e previsíveis para os indivíduos que exercem funções através do teletrabalho.

Recomendadas

“Mobilidade elétrica tem um argumento de força: a urgência da descarbonização”, defendem especialistas na “Portugal Smart Cities Summit 2020”

Uma das provas da relevância da mobilidade elétrica está refletida nos números das vendas de automóveis elétricos: “2,3 milhões de vendas até ao final deste ano” deste tipo de veículo, segundo Ryan Fisher da BloombergNEF.

“Eletrificação nos transportes é determinante”, garante secretário de Estado da Mobilidade

Eduardo Pinheiro sublinhou os apoios que têm sido fornecidos para a aquisição de automóveis elétricos, bem como o reforço de 50 milhões de euros na frota da Soflusa. Posição foi conhecida no segundo dia da “Portugal Smart Cities Summit 2020”, evento que conta com o “Jornal Económico” como media partner.

Verbas do SURE ficam disponíveis a partir de outubro, diz Costa

O primeiro-ministro adiantou que as verbas do instrumento da Comissão Europeia para apoiar empregos ficará disponível “a partir do próximo mês”. Programa garante 5,9 mil milhões de euros de Bruxelas de financiamento para Portugal, o montante proposto pelo ministério das Finanças.
Comentários