Trambolhão em Wall Street depois da queda da dívida soberana

Os analistas apontam para a curva de rendimentos dos títulos de dívida dos Estados Unidos que está quase invertida, o que é um sinal preocupante sobre a evolução da economia norte-americana, no sentido de antecipar uma recessão.

O Nasdaq tombou 2,5% para 7.642,67 pontos; o S&P 500 perdeu 1,89% para 2.800,88 pontos e o industrial Dow Jones cedeu 1,77% para 25.502,32 pontos.

Os analistas apontam para a curva de rendimentos dos títulos de dívida dos Estados Unidos que está quase invertida, o que é um sinal preocupante sobre a evolução da economia norte-americana, no sentido de antecipar uma recessão. O “spread” entre os juros a três meses e a 10 anos não era negativo desde 2007.

Na origem da queda dos mercados estão os dados económicos. A atividade económica nos EUA saiu mais fraca que o previsto. Os valores preliminares revelam que tanto a atividade na indústria como nos serviços arrefeceu nos EUA em março. O PMI Indústria desceu de 53 para 52,5 (analistas esperavam 53,5) e o PMI Serviços recuou de 56 para 54,8 (esperava-se 55,5).

Dentro das empresas destaca-se a forte queda da Nike (-6,61%), que  foi o pior título do Dow Jones, depois de publicar um crescimento fraco das vendas no território norte-americano. Também se destacou a Tiffany’s, mas pela positiva, (+3,17%), após atingir um recorde de vendas no último ano.

Noutros mercados, o petróleo West Texas cai 1,85% para 58,87 dólares e o Brent cai 1,43% para 66,89 dólares.

O euro caiu 0,67% face ao dólar para 1,1298 dólares.

Ler mais
Relacionadas

Dívida alemã a 10 anos cai para terreno negativo com travão na economia europeia

Sinais de abrandamento económico na Europa, depois dos dados revelados hoje pela Alemanha, França e Zona Euro, levam yields soberanas alemãs a 10 anos a ficar negativas pela primeira vez desde outubro de 2016.

Respostas Rápidas: O que arrastou o PSI 20 (e as outras bolsas) para terreno negativo?

A curva de rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA inverteu pela primeira vez desde 2007. As obrigações de curto-prazo (um mês, três meses, seis meses e um ano) oferecem mais rentabilidade que título de 10 anos do Tesouro.

Europa condiciona Wall Street

Na Europa, o mercado está em baixa depois de ter sido revelado que a atividade na indústria na Zona Euro recuou devido à quebra da procura, um sinal do arrefecimento da economia mundial. Os índices de produção na Alemanha caíram para mínimos de junho de 2013.

Só a EDP se salvou. PSI 20 teve pior dia do ano

O PSI20 encerrou a sessão desta sexta-feira a cair 2,04%, para 5.160,37 pontos. Maré ‘vermelha’ nas bolsas europeias, Portugal incluída. Mota-Engil, Pharol e Sonae SGPS com as piores quedas.
Recomendadas

Libra em alta depois de Barnier afirmar que um acordo para o Brexit é possível esta semana

Londres e Bruxelas continuam a negociar a saída do Reino Unido da União Europeia a poucos dias da reunião do Conselho Europeu de 17 e 18 de outubro em Bruxelas, que tem sido encarada como a última oportunidade para evitar uma saída britânica sem acordo. Os mercados, sobretudo o segmento cambial, têm sido voláteis no que respeita ao Brexit

Galp, Mota-Engil, BCP e Navigator impulsionam bolsa de Lisboa

Em Lisboa, catorze empresas cotadas valorizam, duas desvalorizam e outras duas negoceiam sem variação.

PremiumOs investidores sentem falta do dinamismo da bolsa portuguesa

Ricardo Seixas, administrador-delegado da Fidentiis Gestión, diz em entrevista, que a bolsa não reflete o tecido empresarial português.
Comentários