Trump acena com acordo de defesa e ajuda Netanyahu

O presidente norte-americano tenta a impulsionar a candidatura de Benjamin Netanyahu a mais um mandato como primeiro-ministro israelita. Um possível acordo de defesa é o mote.

Donald Trump revelou este sábado que conversou com Benjamin Netanyahu sobre um possível acordo de defesa mútua entre os dois países, uma medida que serve claramente para reforçar a candidatura à reeleição do primeiro-ministro israelita dias antes de os eleitores irem às urnas.

“Tive uma conversa telefónica com o primeiro-ministro Netanyahu para discutir a possibilidade de avançar com um Tratado de Defesa Mútua entre os Estados Unidos e Israel, que ancoraria ainda mais a tremenda aliança entre nossos dois países”, disse Trump no Twitter. E acrescentou que espera continuar o debate ainda este mês, à margem da sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

Netanyahu agradeceu a Trump, dizendo também num tweet que Israel “nunca teve um amigo maior na Casa Branca” e acrescentou que esperava encontrar-se na ONU “para avançar um histórico Tratado de Defesa entre os Estados Unidos e Israel”.

Israel vai às urnas na terça-feira. O tweet de Trump parece apoiar o esforço de Netanyahu em permanecer no poder, mostrando os seus laços estreitos com a Casa Branca. Sondagens prevêem uma disputa acirrada, cinco meses após uma eleição em que Netanyahu se declarou vencedor, mas não conseguiu formar um governo de coligação.

O partido Likud, de Netanyahu, está em conflito com o partido centrista Azul e Branco liderado pelo ex-chefe das forças armadas Benny Gantz, que se concentrou fortemente nas acusações de corrupção contra Netanyahu.

Trump reforçou a candidatura de Netanyahu quando reconheceu a reivindicação de soberania de Israel sobre as Colinas de Golan antes das eleições no início deste ano.

Algumas autoridades israelitas promoveram a ideia de desenvolver os fortes laços de Netanyahu com o governo Trump, forjando um novo tratado de defesa entre ambos, focado especialmente nas garantias de assistência em qualquer conflito com o Irão. Alguns dos críticos de Netanyahu argumentaram que esse acordo poderia atar as mãos de Israel e negar-lhe autonomia militar.

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