Trump contra Draghi: Mais estímulos do BCE dariam “vantagem injusta” à Europa

O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou hoje que uma nova descida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE), hipótese admitida pelo presidente da instituição, daria uma “vantagem injusta” à União Europeia face aos Estados Unidos.

Jonathan Ernst/REUTERS

“Mario Draghi acaba de anunciar que podem vir novas medidas para estimular a economia (europeia), o que fez imediatamente cair o euro face ao dólar, dando-lhes uma vantagem injusta na concorrência com os Estados Unidos”, disse Trump, na rede social Twitter.

Os europeus “fazem isso impunemente há anos, com a China e outros”, acrescentou.

“Os mercados europeus subiram após os comentários (injustos para os Estados Unidos) feitos hoje por Mario D!”, escreveu o Presidente norte-americano.

O presidente do BCE afirmou hoje que a instituição avançará com mais estímulos, que podem ser decididos nas próximas semanas, nomeadamente mais compras de ativos e cortes adicionais nos juros, se a inflação não recuperar na zona euro.

A taxa de inflação recuou em maio para 1,2% na zona euro, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat. O BCE tem como objetivo uma inflação próxima de 2%.

As bolsas europeias reagiram positivamente às declarações de Draghi, que discursava no Fórum do BCE, em Sintra.

Às 12:40 (hora de Lisboa), Milão ganhava 1,73% Paris subia 1,60%, Frankfurt 1,36% e Madrid 0,72%. A bolsa de Lisboa registava uma subida mais tímida, de 0,20%, no índice PSI20.

As afirmações de Trump ocorrem no dia em que a Reserva Federal, banco central norte-americano, inicia uma reunião de política monetária que termina na quarta-feira, esperando-se que possa dar sinais sobre o caminho que vai seguir, depois das pressões recentes para baixar as taxas de juro.

Ler mais

Recomendadas

Wall Street afasta-se dos máximos pressionada pelo vírus chinês

As ações das empresas que atuam nos segmentos de viagens, onde se incluem as companhias aéreas, os casinos e hotéis, foram as mais afetadas na sessão de hoje, que também foi pressionada pelas empresas norte-americanas mais expostas à economia chinesa, como as que atuam nos setores da tecnologia, materiais e energia.

Mourinho Félix: Descarbonização da economia custará “mil milhares de milhões de euros” até 2050

Ricardo Mourinho Félix explicou que serão necessários 86 mil milhões de euros de investimento adicional para assegurar que se cumpre até 2050 o obejtivo de neutralidade carbónica, que incluirá a aposta em infraestruturas, equipamentos e edifícios eficientes.

Tombo nas Bolsas europeias com notícias provenientes da Ásia

Ações, petróleo e juros da obrigações soberanas em queda. Fortes perdas no mercado de capitais à custa do Coronavírus chinês.
Comentários