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Trump e Putin discutem por telefone conflitos no Médio Oriente e Ucrânia

“O foco foi a situação em torno do conflito com o Irão e as negociações bilaterais em curso, com a participação de representantes dos Estados Unidos, para a resolução da questão ucraniana”, relatou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin, citado pelas agências de notícias russas.
epa12303548 US President Donald Trump (R) welcomes Russian President Vladimir Putin during their meet to negotiate at Joint Base Elmendorf-Richardson in Anchorage, Alaska, USA, 15 August 2025. EPA/GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN POOL / POOL MANDATORY CREDIT
9 Março 2026, 21h28

O Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, realizaram esta segunda-feira uma conversa telefónica “franca e construtiva”, anunciou o Kremlin, na qual foram discutidas as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia.

“O foco foi a situação em torno do conflito com o Irão e as negociações bilaterais em curso, com a participação de representantes dos Estados Unidos, para a resolução da questão ucraniana”, relatou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin, citado pelas agências de notícias russas.

Segundo Ushakov, a chamada telefónica, que durou cerca de uma hora — a primeira entre os dois líderes desde dezembro de 2025 — foi realizada por iniciativa de Washington para “discutir uma série de questões extremamente importantes relacionadas com os atuais desenvolvimentos da situação internacional”.

O conselheiro do Kremlin descreveu a conversa como “séria, franca e construtiva”, sem revelar o conteúdo exato das discussões.

Ushakov indicou que o Presidente russo defendeu uma “solução política e diplomática rápida para o conflito iraniano”, dado que Teerão é um aliado próximo de Moscovo.

Em relação à Ucrânia, Vladimir Putin forneceu ao homólogo norte-americano “uma descrição da situação atual na linha de contacto, onde as tropas russas estão a avançar com considerável sucesso”, prosseguiu.

O conselheiro disse ainda que o líder russo “avaliou positivamente os esforços de mediação empreendidos” por Donald Trump para tentar encontrar uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia, lançada por Moscovo em fevereiro de 2022, após várias rondas de negociações que até agora não conseguiram levar a um cessar-fogo.

Os Estados Unidos e Israel desencadearam pelo seu lado bombardeamentos no Irão desde 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, interrompendo as negociações em curso entre Washington e Teerão, centradas no programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irão condicionou o tráfego marítimo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e lançou ataques aéreos contra Israel e vários países do Médio Oriente que albergam instalações militares norte-americanos, escalando o conflito para uma dimensão regional.

O Irão é um parceiro de Moscovo e um dos poucos países que forneceram armamento para as forças russas na sua invasão da Ucrânia, sobretudo através da transferência de drones Shahed e da sua tecnologia de produção, que têm fustigado o território ucraniano.

Os mesmos drones têm sido usados por Teerão para atacar bases norte-americanas no Médio Oriente desde o início do atual conflito na região.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que a ronda de negociações de paz, prevista para esta semana com a Rússia e os Estados Unidos, foi adiada devido à escalada militar no Médio Oriente.


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