Twitter vai passar a identificar organizações e pessoas ligadas aos Estados

Tal como já fez o Facebook, a rede social Twitter vai identificar órgãos de comunicação social que sejam controlados pelos Estados. O mesmo se passará com pessoas que sejam identificáveis como representantes dos Estados.

As contas dos sites informativos Sputnik (Rússia), RT e Xinhua News (China) estão entre as que são detidas por órgãos de comunicação social que vão passar a ser alvo de indicação de proveniência e conteúdo, de acordo com declarações de um porta-voz da Twitter, citado pela agência Reuters – que se recusou a fornecer a lista completa de entidades a rotular.

“Acreditamos que as pessoas têm o direito de saberem quando uma conta de comunicação social é associada direta ou indiretamente a um determinado Estado”, disse. A rede social definiu órgãos de comunicação social ligados a determinado Estado como aqueles em esse Estado exerce controlo editorial por meio de recursos financeiros ou pressão política, ou pelo controlo sobre a produção e distribuição.

O Twitter disse que os meios de comunicação financiados pelo Estado com independência editorial, como a NPR (Estados Unidos) ou a BBC (Reino Unido), não seriam rotulados. Aliás. Disse a rede social, não há nenhum órgão de comunicação social norte-americano na lista.

A empresa disse que está a concentrar os seus rótulos de advertência em oficiais do governo, em altos funcionários e entidades que representam o Estado no exterior, como chanceleres, porta-vozes oficiais e entidades institucionais. As contas marcadas incluirão @WhiteHouse, @StateDept, @Elysee, @ 10DowningStreet e @KremlinRussia.

A princípio, os rótulos só serão aplicados a funcionários de países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O Twitter disse que as contas pessoais dos chefes de Estado não serão rotuladas, pois há consciência pública da sua situação enquanto representantes do Estado.

Atualmente, o Twitter rotula as contas de candidatos que concorrem à Câmara dos Representantes, ao Senado ou a governador dos Estados Unidos durante o ciclo eleitoral de 2020.

Recorde-se que o Facebook também adiantou, em junho, que começaria a rotular organizações de comunicação social controladas pelo Estado. Em 2019, o Twitter proibiu na sua rede social a publicidade a órgãos de comunicação social apoiados por Estados.

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