UGT quer salário mínimo de mil euros em 2028

O secretário-geral da UGT defendeu a necessidade de acabar com a política de baixos salários e precariedade e defendeu que o Governo tem de dar o exemplo, aumentado os salários dos trabalhadores da administração pública, que tiveram o último aumento em 2009.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, defendeu esta quinta-feira que o Governo socialista tem obrigação de aumentar os salários e propôs que o salário mínimo nacional (SMN) suba para os mil euros até 2028.

“Este é um Governo socialista, que conta com o apoio da esquerda no parlamento, tem o dever social de fazer subir os salários”, disse o sindicalista em conferência de imprensa, acrescentando que é a palavra do primeiro-ministro que está em causa, que assumiu no congresso socialista de Portimão que “chega de baixos salários”.

O sindicalista lembrou a promessa do Governo, no sentido de fixar o SMN nos 750 euros em 2023, e apresentou a nova proposta da UGT, para a legislatura seguinte, com o objetivo de alcançar os mil euros em 2028.

O secretário-geral da UGT defendeu a necessidade de acabar com a política de baixos salários e precariedade e defendeu que o Governo tem de dar o exemplo, aumentado os salários dos trabalhadores da administração pública, que tiveram o último aumento em 2009.

“O Governo tem de dar o exemplo e exigimos que dê um passo em frente”, afirmou Carlos Silva aos jornalistas, após uma reunião do Secretariado Nacional.

A UGT aprovou hoje a sua proposta de política reivindicativa para 2022 que prevê aumentos salariais de pelo menos 50 euros para todos os trabalhadores em 2022 e a fixação do salário mínimo nacional nos 715 euros.

A proposta aprovada por unanimidade pelo Secretariado Nacional da UGT defende também que os aumentos salariais a negociar na contratação coletiva devem situar-se entre os 2% e os 4%, nunca ficando abaixo dos 50 euros por trabalhador.

Além da valorização geral dos salários, no documento é também reivindicado o desagravamento fiscal, o alargamento da proteção social, o combate às desigualdades e melhores condições para a promoção da conciliação da vida profissional com a vida pessoal.

No ano passado, a UGT reivindicou aumentos salariais entre 1,5% e 3%, com um aumento mínimo de 35 euros.

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