Uma em cada quatro empresas espera queda nas vendas até ao final do terceiro trimestre

Segundo um estudo do ISCTE, realizado para a Confederação Empresarial de Portugal, apenas 26% acredita que as suas vendas vão aumentar até ao final do terceiro trimestre. Um terço “das empresas indicam que o seu número de encomendas reduziu em média 27%”, disse o professor Pedro Manuel Esteves.

Um estudo do ISCTE, realizado para a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), revela que 41% das empresas espera diminuir o número de vendas até ao final do terceiro trimestre.

O estudo apresentado pelo professor do ISCTE Pedro Manuel Esteves aponta que “41% das empresas considera que vai diminuir [o número de vendas]”, enquanto que 33% espera manter as vendas e “26% que consideram que vão crescer” até ao final do terceiro trimestre. Segundo o especialista, a maior queda será atribuída às pequenas empresas.

Quanto aos dados das vendas deste ano até maio, Pedro Manuel Esteves sublinhou que “46% das empresas dizem que diminuíram, 29% que se mantiveram e só 25% consideraram que aumentaram”. “Se formos ver a repartição em termos de dimensão das empresas claramente que este valor de diminuição é representado em grande parte pelos valores das micro e pequenas empresas”, explicou o docente do ISCTE, acrescentando que “no caso das grandes empresas há 40% dizem que diminuíram e 40% que dizem que aumentaram”.

Relativamente à performance do negócio, Pedro Manuel Esteves referiu que “32% das empresas indicam que o seu número de encomendas reduziu em média 27%”. Por outro lado, “25% das empresas registam um aumento das suas vendas em 31%”, explicou o especialista, completando que “26% das empresas mantiveram [o volume de vendas] e 26% das empresas não se aplica o conceito”.

O estudo teve um erro amostral máximo de 4,9%. O sector com maior peso nas respostas é a energia, com 46%, outros serviços (24%), comércio (13%= e as atividades imobiliárias (6%). Das empresas que participaram no estudo, 76% são micro e pequenas empresas, 18% médias empresas e 6% de grandes empresas.

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