Universidade de Lisboa lidera produção científica na Península Ibérica

O ‘ranking’ da Leiden avaliou, de 2016 a 2019, a produção científica de 1.225 universidades de 69 países. No que diz respeito à Europa, a Universidade de Lisboa ocupa a 30ª posição sendo, inclusive, líder na Península Ibérica. No espetro internacional, ocupa a 131ª posição.

A Universidade de Lisboa ocupa a 131ª posição a nível mundial no ranking elaborado pela Leiden, que avalia a produção científica e o seu impacto através de dados bibliométricos da Web of Science, produzida pela Clarivate Analytics. A nível ibérico, a Universidade de Lisboa superiorizou-se às rivais domésticas e espanholas, algo que o Reitor Cruz Serra classifica como “um lugar muito honroso”.

O ranking da Leiden avaliou, de 2016 a 2019, a produção científica de 1.225 universidades de 69 países, sendo este relatório um dos mais prestigiados a nível internacional. No que diz respeito à Europa, a Universidade de Lisboa ocupa a 30ª posição sendo, inclusive, líder na Península Ibérica. No espetro internacional, ocupa a 131ª posição.

Para o reitor da Universidade de Lisboa, Cruz Serra, “é um lugar que nos honra muitíssimo e que corresponde a um reconhecimento do trabalho científico que é feito na Universidade de Lisboa”, segundo referiu ao Jornal Económico (JE).

“Por outro lado, algumas áreas científicas são especialmente distinguidas neste relatório, por isso temos de agradecer o trabalho dos nossos investigadores e dos nossos professores e, por outro lado, demonstrar que nós temos um desempenho do ponto de vista da universidade que está muito para além daquilo que é o financiamento publico das universidades portugueses”, afirma.

“Tendo em conta que as universidades com quem competimos têm um orçamento quatro, cinco, oito e até 10 vezes superiores ao da Universidade de Lisboa é muito gratificante para nós”, sublinha Cruz Serra ao JE.

O reitor da Universidade de Lisboa admite ter a expectativa que o resultado obtido “tenha um reconhecimento do ponto de vista do trabalho das melhores universidades”, mas aponta refere que “isso não se tem verificado, o nosso financiamento público não leva isto em conta, com a exceção de que muito do financiamento da investigação é competitivo, seja através da fundação da ciência e tecnologia, seja através de fundos europeus. Quem tem melhor desempenho do ponto de vista científico deve ter mais possibilidades de ter financiamentos adequados”.

Cruz Serra justifica parte do resultado obtido com a fusão das universidades de Lisboa, e exemplifica que até 2015 “nós tínhamos uma posição muito mais modesta no ranking Leiden. Tenho ideia que a Universidade de Lisboa em 2015 ainda estava abaixo do lugar 400 no mundo, e cerca do lugar 200 na Europa, portanto isto corresponde a um progresso significativo que, naturalmente, eu não considero que seja sustentável, porque isto é uma competição com universidades do mundo todo, por isso é natural que seja difícil manter estes lugares”.

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