Vacina chinesa contra a Covid-19 mostra apenas 50,38% de eficácia nos ensaios brasileiros

Ao contrário do que havia sido inicialmente anunciado, quando se falou em taxas de eficácia de 78%, os ensaios clínicos completos no Brasil mostram apenas 50,38% de eficácia demonstrada pela Coronavac, produzida pelos laboratórios chineses da Sinovac. a controlar a infeção causada pelo novo coronavírus.

A vacina desenvolvida pelos laboratórios chineses da Sinovac demonstrou ter uma eficácia de 50,38% nos ensaios clínicos alargados, reporta o Instituto Butantan, o centro de pesquisa biológica brasileiro. Este resultado é significativamente mais baixo do que os 78% de eficácia inicialmente reportados.

Depois do anúncio conjunto do Governo de São Paulo e do Instituto Butantan na semana passada de que o fármaco desenvolvido na China havia revelado uma eficácia de 78% de proteção para casos leves e moderados, os dados foram agora atualizados para incluir casos muito leves de infeção, o que resultou numa diminuição significativa da taxa de eficácia da inoculação.

Os 50,38% agora reportados ficam só ligeiramente acima do limite mínimo requerido para a sua aprovação no Brasil, sendo que os resultados noutros ensaios foram diferentes. Na Indonésia, o primeiro país que não a China a aprovar o uso de emergência desta vacina, os ensaios clínicos de fase 3 apontaram para uma taxa de eficácia de 65%, enquanto que a Turquia havia reportado em dezembro 91,25% de sucesso nos seus ensaios.

Estes resultados são desapontantes quando comparados com os atingidos pelas vacinas desenvolvidas pela Moderna ou pelos consórcios Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Universidade de Oxford. Os dois primeiros fármacos desta lista chegaram aos 95% de eficácia, enquanto que o da AstraZeneca chegou aos 70%.

No entanto, a vacina produzida na China tem a vantagem de poder ser distribuída e armazenada sem necessidade de temperaturas extremamente negativas, como no caso das inoculações da Pfizer e da Moderna.

Tanto a China, como o Instituto Butantan encontram-se debaixo de fogo pela falta de transparência na divulgação dos resultados destes ensaios clínicos. No caso do instituto brasileiro, a data para a publicação dos mesmos foi adiada duas vezes, o que, aliado à discrepância entre os resultados iniciais e os agora divulgados referentes à totalidade dos pacientes tem gerado críticas da comunidade científica do país.

O Brasil é o segundo país com mais óbitos relacionados com a Covid-19, tendo já ultrapassado as 204 mil mortes resultantes de mais de 8 milhões de casos confirmados de infeção.

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