Vai comprar um novo imóvel mas tem de vender o atual? Saiba como fazer

Apesar de parecer um processo complicado, a agência imobiliária digital Housefy afirma que existem passos a ter em conta, que fazem com que este seja mais fácil.

Cristina Bernardo

Os preços do mercado imobiliário português têm vindo a incrementar, não evidenciando sinais de querer abrandar. Estes aumentos fazem com que os portugueses voltem a fugir para as periferias, uma vez que comprar casa nos grandes centros deixou de ser uma realidade alcançável para muitos portugueses.

No entanto, há quem já possua uma casa e a queira vender, de forma a fazer um upgrade à habitação própria. Apesar de parecer um processo complicado, a agência imobiliária digital Housefy afirma que existem passos a ter em conta, que fazem com que este processo seja mais facilitado.

O primeiro conselho da agência imobiliária passa por “não realizar a compra do novo imóvel até que o contrato de promessa compra e venda do atual [imóvel] esteja assinado”. Um dos principais entraves é já ter uma segunda casa em fase final de compra e ainda não ter conseguido vender a primeira. Desta forma, é importante procurar por um comprador enquanto procura a nova casa.

Assim, a Housefy aconselha a ir por etapas e obter toda a documentação necessária para a mudança, para facilitar a organização e o foco ao longo de todo o processo. Estes factos devem abranger a mudança, os impostos e documentação necessária à venda de uma casa, bem como à compra de uma casa, as despesas da hipoteca, possível compra de novo mobiliário e possíveis gastos em reparações.

Em caso da venda ocorrer antes da compra, a Housefy aconselha a fazer um acordo de seis meses com o comprador entre a venda e a entrega da chave, para que tenha tempo para procurar e, efetivamente, mudar-se.

Relativamente à hipoteca, o mais fácil pode ser realizar uma nova, caso a habitação atual já estiver paga. Se o mesmo não acontecer, existem três casos que o consumidor tem de ter em conta. O cancelamento da hipoteca atual implica pagar a totalidade do remanescente do empréstimo e a comissão de cancelamento, sendo que a “sub-rogação da hipoteca” significa passar a dívida para o novo proprietário, substituindo o credor na titularidade. A última opção é a “hipoteca ponte”, uma junção da hipoteca das duas casas até que a primeira seja vendida.

A permuta é ainda um caso a considerar, uma vez que pode permitir uma poupança no crédito e consequente hipoteca. “Ao fazer a troca, o valor do imóvel é abatido no outro e vice-versa, reduzindo significativamente a taxa de esforço”, esclarece a Housefy, admitindo ainda que pode existir uma grande probabilidade do banco aumentar o spread ou obrigar à liquidação do empréstimo anterior.

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