Vanguard espera arrancar com o projeto turístico da Comporta no 2º trimestre de 2019

Na sua página do Linkedin, José Cardoso Botelho já reagiu às notícias da Oakvest/Portugália de possível impugnação da anterior assembleia de participantes.

O consórcio que fez a única oferta pela Comporta, composto pela Vanguard e pela Amorim Luxury, acredita que a proposta será aprovada pelos participantes do fundo imobiliário e espera arrancar com o projeto turístico no segundo trimestre de 2019.

Em entrevista ao Eco  José Cardoso Botelho, diretor-geral da Vanguard Properties, diz que “o que consta do contrato é que, até dia 15 de março de 2019, as condições precedentes do negócio devem estar todas resolvidas. A data limite para a escritura do mesmo será no dia 4 de abril”.

“Quando em concreto é que estas condições estão todas resolvidas, não sei, porque algumas situações não dependem de nós, como a questão do Ministério Público. Foi dado um prazo suficientemente largo para que toda a gente possa pronunciar-se de forma informada. Esperamos que a operação se conclua no próximo trimestre e, se calhar, ainda será possível concluir a operação de compra até inícios de fevereiro”, acrescenta.

Quanto à dívida de 120 milhões de euros do Fundo da Herdade da Comporta à Caixa Geral de Depósitos (CGD), José Cardoso Botelho garante ao Eco que o banco vai ser ressarcido e que o erário público não será “indiretamente afetado por esta operação”. No final, estima o consórcio, o valor global do investimento que farão “não será inferior a mil milhões de euros”.

O responsável português pela Vanguard diz que “não existem assim tantas pessoas capazes de fazer uma oferta de 150 milhões para promoção imobiliária pura”.

Sobre o facto de terem oferecido agora mais do que no anterior concurso que morreu na Assembleia Geral de participantes de 27 de julho, José Cardoso Botelho disse que “na fase anterior, a Gesfimo tinha tomado a decisão de dar o exclusivo a um outro candidato e só eles é que tiveram acesso à informação, nós não. Tendo avaliado a informação que nos foi prestada através do data room nesta fase, achámos que podíamos acrescentar alguma coisa ao preço”.

“Aquilo que estava indicado na process letter, facultada no dia 20 de agosto, foi que cada participante deveria fazer a sua best and final offer. O que fizemos foi justamente isso. Fizemos a nossa melhor oferta e não a mudámos”, acrescentou.

“O valor que hoje está em cima da mesa é um valor ligeiramente inferior ao que consta da proposta, por uma razão muito simples: para além dos dois grandes lotes à venda, havia outros dois lotes junto da Comporta e um deles foi vendido. Não é que o preço tenha baixado em termos de encaixe para o fundo. Como tinham necessidades de liquidez, optaram por vender esse lote antes e encaixaram o dinheiro”, explicou o responsável pelo maior acionista do consórcio que está prestes a comprar os activos do fundo.

A proposta da Vanguard/Amorim contém uma cláusula que prevê a criação de uma conta escrow, que segundo o Expresso, tem o valor de 13,7 milhões. Na prática se, durante nove meses, não aparecer nenhum passivo oculto, os vendedores recebem o valor por inteiro (158 milhões).

Por fim diz ainda na entrevista ao Eco que a sua proposta, que vai ser levada à votação dos acionistas do fundo no próximo dia 27, “é, de longe, a melhor que foi até hoje apresentada, além de ser uma proposta vinculativa de entidades que têm uma reputação criada no mercado, com uma origem de capitais conhecida, e que dão garantias a quem queira olhar seriamente para este processo de desenvolvimento de um projeto de grande qualidade para aquela zona”.

Entretanto o consórcio Oakvest/Portugália prepara-se para impugnar a decisão da última assembleia de paticipantes onde a sua proposta foi chumbada.

Mas  “Os três anteriores proponentes aceitaram o princípio que qualquer proposta apresentada ao Fundo deveria ser aprovada pela Assembleia dos Participantes e cerca de 80% do capital representado votou contra”.

Na sua página do Linkedin, José Cardoso Botelho já reagiu às notícias da Oakvest/Portugália de possível impugnação da anterior assembleia de participantes.

Diz ainda o diretor-geral da Vanguard que o “putativo impugnante”,  referindo-se ao advogado da Oakvest, Rogério Alves, “apresentou uma proposta meramente não-vinculativa, não demonstrou, como de facto iria financiar a sua intenção de compra, para além de fazer depender de uma due-diligence satisfatória a eventual compra”.

(atualizada)

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