Veja como mudar de banco em 5 passos

Seja por pagar demasiadas comissões bancárias, por não gostar dos serviços prestados ou, simplesmente, por achar que é altura de mudar, às vezes tem mesmo que encontrar uma nova conta. Mas haverá muita burocracia envolvida no processo? Saiba tudo neste artigo.

Mudar de banco, como de resto são as mudanças em geral, é às vezes uma necessidade. Seja por pagar demasiado de comissões bancárias, por não gostar dos serviços prestados ou, simplesmente, por achar que é altura de mudar, às vezes tem mesmo que encontrar uma nova conta.

Mas haverá muita burocracia envolvida no processo? Neste artigo do ComparaJá.pt vai poder acompanhar o processo passo a passo. Agora já não há desculpa para mudar de banco quando assim tiver de ser.

 

#Passo 1: Antes de mudar de banco, conheça as suas necessidades

Mesmo antes de sequer pensar em mudar de banco deve tentar perceber quais são as suas necessidades e o que pretende numa conta bancária. Que tipo de conta quer: uma conta à ordem simples ou uma conta ordenado? Quer ter facilidade a descoberto nesta conta?

Por outro lado, quer usar esta conta bancária para conseguir bonificações no crédito habitação, crédito automóvel ou mesmo num crédito pessoal? É possível. Um exemplo: ao subscrever uma conta ordenado consegue reduzir o spread do seu crédito à habitação.

 

#Passo 2: Não descurar a pesquisa e a comparação

Os bancos colocam os seus preçários online, nos quais apresentam os custos inerentes (como comissões e afins) aos seus produtos. As contas bancárias não são exceção. Nesse sentido, um passo prévio essencial ao mudar de banco passa por pesquisar online e encontrar a conta que lhe oferece as melhores vantagens com o menor custo.

 

#Passo 3: Mudar de banco dirigindo-se à nova instituição

Antes de mais, se quiser mudar de banco, deve ir à instituição da qual quer passar a ser cliente e informá-los dessa decisão. Este banco deve ceder-lhe toda a informação em que descreva todos os procedimentos necessários para abertura de nova conta e também tudo o que é preciso para acertar as ordens de transferência que mantinha na conta anterior.

 

#Passo 4: Troca de serviços entre os bancos

Relativamente a este último ponto, o “banco novo” pode – junto do seu antigo banco – obter uma lista com as ordens de transferência permanente (como o são os recebimentos de pensões ou de salários).

No seguimento de tal, a instituição financeira para a qual vai mudar pode também solicitar – sempre com o seu consentimento – que se cancelem as transferências permanentes da antiga conta. Qual é o prazo para resposta do antigo banco a este pedido? Sete dias úteis por correio eletrónico.

Quando mudar de banco, também terá direito a que a nova entidade o apoie numa série de situações. Entre estas conta-se:

  • Ajudar o seu cliente a comunicar, junto de terceiros, os dados referentes à nova conta bancária. Aqui incluem-se, nomeadamente, as entidades que façam transferências com regularidade para a conta do cliente (por exemplo, a sua entidade patronal);
  • Proceder à ativação destas transferências permanentes;
  • Entregar informação ao cliente sobre potenciais custos que tenha que ter pela mudança das ordens de transferência permanente;
  • Se o cliente pedir, deve apoiar o mesmo no processo de cancelamento da conta antiga e respetiva transferência do saldo que nela tiver ficado.

 

#Passo 5: Apresentar custos e formalizar a mudança

Como foi dito acima, o novo banco irá apresentar-lhe uma lista com todos os custos relativos à conta antiga. Depois, tendo como pano de fundo um prazo máximo de sete dias úteis a partir da receção dos elementos necessários, o novo banco estabelecerá todas as ordens relacionadas com os serviços de pagamento.

 

Quando é que não pode mudar de banco?

Há, pelo menos, três situações que podem levar a que a mudança de banco seja impossibilitada. São estas:

  • Quando tiver saldo negativo na antiga conta;
  • Quando não tiver devolvido os meios de pagamento associados a essa conta, tais como cartões de débito ou cheques;
  • Quando a conta antiga estiver, por contrato, associada a outros produtos bancários, tais como, por exemplo, créditos.

Agora já sabe: mudar (e comparar) ajudam a poupar – e não há desculpas para não o fazer.

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