[weglot_switcher]

Venezuela: Diplomacia norte-americana descarta novos ataques

Os Estados Unidos afirmam terem terminado para já os ataques militares à Venezuela, refere um senador republicano citando o chefe da diplomacia, Marco Rubio. Entretanto, o governo venezuelano exige saber do paradeiro de Nicolás Maduro.
epa12273726 US President Donald J. Trump, with HHS Secretary Robert F. Kennedy Jr., delivers remarks during a Making Health Technology Great Again event in the East Room of the White House in Washington, DC, USA, 30 July 2025. The White House and the Centers for Medicare and Medicaid Services have received commitments from 60 healthcare technology companies to collaborate on a new health technology advancement initiative. EPA/SHAWN THEW
3 Janeiro 2026, 11h12

Os Estados Unidos afirmam terem terminado para já os ataques militares à Venezuela, afirmou um senador republicano citando o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio. Rubio “não prevê nenhuma ação suplementar na Venezuela agora que [o Presidente venezuelano, Nicolás] Maduro foi detido pelos Estados Unidos”, afirmou o senador Mike Lee, inicialmente crítico de uma intervenção norte-americana, após uma conversa telefónica com o secretário de Estado da administração de Donald Trump.

O ‘número dois’ da diplomacia dos Estados Unidos declarou que a Venezuela entrará numa “nova era” depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter admitido um ataque em larga escala contra o país. “É uma nova era para a Venezuela”, afirmou o secretário de Estado adjunto, Christopher Landau. Landau acrescentou que “o tirano partiu”, referindo-se ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que Donald Trump afirmou ter sido retirado à força da Venezuela e levado para destino incerto. Maduro irá “responder pelos seus crimes perante a Justiça”, acrescentou o responsável norte-americano.

Múltiplas explosões foram ouvidas e aviões voando durante a madrugada a baixa altitude sobre Caracas, a capital, enquanto o Governo de Maduro acusava imediatamente os Estados Unidos de atacar instalações civis e militares.

Entretanto, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou já desconhecer o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, após Donald Trump ter confirmado um ataque contra o país e anunciado a captura de ambos. Em contacto telefónico com o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez exigiu ao governo de Trump uma prova de vida de Maduro e de Flores, ao mesmo tempo que denunciou que o ataque norte-americano “matou militares e civis”, sem adiantar um número preciso.

“Desconhecemos o paradeiro do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos ao Presidente Donald Trump uma prova de vida imediata do Presidente Maduro e da primeira-dama”, proclamou Rodríguez. Trump indicou que Maduro e a mulher foram “transferidos para fora do país” após “um ataque em grande escala”, numa operação realizada em conjunto com as autoridades policiais norte-americanas.

Em declarações ao New York Times, Trump celebrou “uma operação brilhante”, sobre a qual dará mais informações numa conferência de imprensa a partir da sua residência em Palm Beach (Flórida), às 16h00 de Lisboa.

Horas antes deste anúncio, os Estados Unidos desencadearam uma série de ataques aéreos contra Caracas e os estados de Aragua e La Guaira, nas imediações da capital venezuelana, o que o Governo da Venezuela, numa primeira reação, condenou como uma “gravíssima agressão militar contra o território e a população venezuelanos”.

O ministro da Defesa da Colômbia, Vladimir Padrino, confirmou pelo menos um ataque “disparado com helicópteros de combate” contra o complexo militar de Fuerte Tiuna, o mais importante da Venezuela. Meios de comunicação locais referem igualmente bombardeamentos contra o quartel de La Carlota e o aeroporto de Higuerote, a antena de comunicações de El Volcán e o porto de La Guaira.

Enquanto Colômbia, Cuba e Irão condenaram o ataque norte-americano, o Presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou o anúncio da captura de Maduro.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.