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Venezuela: Reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada para segunda-feira

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) vai reunir-se na segunda-feira para discutir a operação norte-americana de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas.
3 Janeiro 2026, 22h39

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) vai reunir-se na segunda-feira para discutir a operação norte-americana de captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, informou a presidência somali deste órgão.

A reunião de emergência, prevista para as 10h00 em Nova Iorque (15h00 em Lisboa), foi solicitada pela Venezuela, pedido apoiado pela Colômbia, que acaba de entrar no Conselho de Segurança, precisaram fontes diplomáticas citadas pela agência France-Presse (AFP).

O pedido para a reunião, endereçado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yvan Gil, visa abordar aquilo que Caracas considera um ataque ilícito dos Estados Unidos à sua soberania.

O ministro afirmou que o pedido foi feito “em resposta à agressão criminosa perpetrada pelo governo dos Estados Unidos contra a nação venezuelana” e enfatizou o papel do Conselho de Segurança das Nações Unidas como “o órgão responsável por defender o direito internacional”.

Numa mensagem transmitida através das redes sociais, citada por ‘media’ internacionais, o chefe da diplomacia venezuelana adotou um tom desafiador, afirmando: “Nenhum ataque cobarde prevalecerá contra a força deste povo, que sairá vitorioso”.

Os Estados Unidos lançaram hoje “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

O governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção. A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter “implicações preocupantes” para a região.

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