“Vamos ficar até poder haver uma transição apropriada”, prometeu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na conferência de imprensa em que, a partir de Miami, explicou o que sucedeu. “Vamos ter as empresas petrolíferas norte-americanas, as maiores do mundo, vão tomar conta do setor do petróleo e fazer enormes investimentos num setor degradado”, disse ainda. Podemos ter de enviar uma segunda onde de ataques à Venezuela”, o que prometeu fazer se “tivermos de o fazer”, disse Donald Trump. “Todos querem estar envolvidos, para fazermos uma Venezuela rica e segura. Todos os venezuelanos nos Estados Unidos apoiam isso”, assegurou. E “não nos vai custar nada” em termos financeiros, uma vez que “será utilizado o dinheiro do petróleo venezuelano”.
Numa conferência de imprensa em que surgiu com ar cansado – o que se notava também enquanto lia os textos à sua frente – Donald Trump gastou uma parte do tempo da sua intervenção a explicar com os Estados Unidos são agora uma sociedade mais segura por via da intervenção que a sua administração entendeu avançar. A ligação era esta: o ataque a Caracas e a prisão de Maduro é uma parte desse aumento de segurança que os norte-americanos exigem. Trump disse ainda que nenhum presidente antes dele teve a coragem política de ir à Venezuela buscar o que é devido aos Estados Unidos: o petróleo.
Por outro lado, Donald Trump disse ainda que “temos provas esmagadoras dos crimes que foram feitos pelo regime de Maduro. Violência e terror sobre os Estados Unidos e sobre a região inteira foi o que produziu este regime de terror”, com grupos ligados ao tráfico de droga “a aterrorizarem a população venezuelana, mas também a população dos Estados Unidos”. Agora, a presença dos Estados Unidos será no sentido de garantir a segurança de todos.
Comentando a operação militar propriamente dita, Donald Trump disse que foi “um espetacular assalto que o povo nunca viu desde a II Guerra. entrámos numa fortaleza no coração de Caracas, capital da Venezuela. Nenhuma nação do mundo teria conseguido atingir o que os EUA atingiram nos últimos tempos. Foi uma operação noturna. Maduro e a mulher vão agora enfrentar a justiça norte-americana em Nova Iorque. Afeganistão foi um fracasso, mas agora este país já não comete esses fracassos. Sabiam, na Venezuela que isto iria acontecer, estavam a postos, mas foram esmagados com a nossa intervenção. Nunca vão ver, mas se vissem ficariam impressionados. Nenhum norte-americano foi morto, nenhum equipamento foi perdido. Donald Trump agradeceu a todos os envolvidos na administração.
Já no período de perguntas e respostas, Donald Trump abriu a porta ao regresso à Venezuela dos líderes da oposição. Corina Machado é bem capaz de “make Venezuela great again”, disse Trump. O presidente disse ainda que o assunto não era para debater no congresso – isto é, a operação teve de ser liderada com secretismo, para que não houvesse nenhuma fuga de informação. “Tenho um registo perfeito de vitórias”, disse Trump, regressando a um tema que lhe é grato. Trump não quis, por outro lado, comprometer-se com o tempo que durará a presença norte-americana na Venezuela. Trump parece ter dito que está interessado em vender petróleo venezuelano a todos os interessados, quem quer que eles sejam – isto quando falava depois de uma pergunta sobre a Rússia e os seus interesses instalados na Venezuela.
Alguém perguntou se a Venezuela é um recado para Cuba – mas Trump disse que não é um caso semelhante. O secretário de Estado Marco Rubio, que interveio várias vezes na conferência de imprensa, disse que Cuba continua a ser uma preocupação.
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