[weglot_switcher]

Venezuela: Corina Machado diz que Edmundo González deve ser o próximo presidente

A Prémio Nobel da Paz, que Trump eventualmente quereria ver como presidente da Venezuela, diz que esse cargo deve ser entregue a Admundo González, que concorreu às últimas presidenciais e alegadamente perdeu para Maduro.
3 Janeiro 2026, 15h40

María Corina Machado, Prémio Nobel da Paz, acaba de produzir a sua primeira declaração pública depois da intervenção dos Estados Unidos, tendo dito que a presidência da Venezuela deve ser entregue a Admundo González – o ex-diplomata que a substituiu depois de ter visto a sua candidatura bloqueada pelo regime de Nicolás Maduro. Corina Machado afirmou que Maduro foi deposto do poder após recusar uma saída negociada e acrescentou que a oposição irá restaurar a ordem no país e libertar os presos políticos.

Recorde-se que o líder da oposição venezuelana e ex-candidato presidencial, Edmundo González, pediu asilo político a Espanha. O governo espanhol disse na altura que um avião da Força Aérea espanhola transportando González e a sua mulher pousou na base militar de Torrejón de Ardoz, nos arredores de Madrid. “O governo espanhol obviamente concederá “o asilo”, disse então o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, “Pude falar com González e, uma vez que ele estava a bordo do avião, expressou a sua gratidão ao governo espanhol e à Espanha”, acrescentou. Citado pela comunicação social. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, descreveu o líder da oposição venezuelana como “um herói que a Espanha não abandonará”.

González, um diplomata reformado de 76 anos, é considerado pela oposição interna mas também por vários analistas externos o vencedor das eleições presidenciais realizadas a 28 de julho de 2024, mas Maduro reivindicou a vitória. Na altura, oi emitido um mandado de prisão contra González por supostos crimes que poderiam levar a passar o resto da vida na prisão: entre outros, associação criminosa, com uma pena de prisão de até 10 anos, e conspiração, que pode ser punida com uma sentença de 16 anos.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que González deixou o país depois de “procurar refúgio voluntariamente” na embaixada espanhola e que o regime lhe concedeu passagem segura para fora do país como forma de “contribuir para a paz política”.

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.