A presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, escreveu nas redes sociais que esta “a acompanhar de perto a situação na Venezuela. Estamos ao lado do povo da Venezuela e apoiamos uma transição pacífica e democrática. Qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas”.
Von der Leyen escreveu ainda estar a acompanhar toda a situação em contacto com Kaja Kallas, a mais importante diplomata do bloco, e em coordenação com os Estados-membros da União. “Estamos a garantir que os cidadãos da União no país possam contar com o nosso total apoio”.
Por seu lado, o presidente do Brasil, Lula da Silva, condena o uso da força e afirma que a ONU tem de confirmar essa condenação de forma veemente. A intervenção, disse é um “precedente perigoso” que deve colocar o mundo de sobre-aviso em relação à nova postura dos Estados Unidos sobre o resto do mundo. Lula da Silva quer uma resposta “musculada” da ONU. A Venezuela terá fechado a fronteira com o Brasil, assim como sucedeu no caso da Colômbia.
Também o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer – que assegurou que o seu país não teve qualquer papel no que aconteceu na Venezuela – já reagiu, dizendo que é preciso saber todos os contornos do que aconteceu.
Os analistas recordam, entretanto, que a administração dos Estados Unidos prometeu há dias que interviria no Irão se o regime dos aiatolas continuar a reprimir os manifestantes que têm saído às ruas para protestar contra a política interna. As mesmas fontes têm também chamado a atenção para o facto de a Gronelândia, parte da Dinamarca, poder ser também um alvo possível para a ‘cede intervencionista’ da administração Trump. Por maioria de razão, a questão do Panamá – país que Trump já ameaçou invadir se o canal continuar a permitir o crescimento da influência da China naquela infraestrutura – voltou repentinamente para o topo da agenda internacional.
Por outro lado, e apesar do tempo que já passou desde que se deu o ataque norte-americano, a ONU ainda não teve tempo de lançar uma reação oficial. Recorde-se que as Nações Unidas, e nomeadamente o seu secretário-geral, António Guterres, têm criticado fortemente o assédio norte-americano à Venezuela, que começou há várias semanas.
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