Wall Street abre em alta à espera das minutas da Fed

Dois exemplos de títulos em destaque na praça nova-iorquina são os da empresa de materiais de Lowe’s Companies Inc, que disparam 11,28%, para 108,91 dólares, e os da cadeia de retalho Target Corporation, que disparam 18,52%, para 101,35 dólares.

Reuters

A Bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta quarta-feira em terreno positivo, com os principais índices bolsistas dos Estados Unidos da América (EUA) a serem marcados por subidas moderadas. Os investidores aguardam mais novidades sobre a política monetária do país com a publicação das minutas da última reunião da Reserva Federal (Fed) e o discurso de Jerome Powell em Jackson Hole na sexta-feira.

O Dow Jones arrancou a somar 0,80% e, cerca de 30 minutos depois da abertura do mercado, crescia 0,98%, para 26.215,70 pontos. Na mesma linha, o S&P 500 avançava 0,88%, para 2.926,12 pontos. Também o Nasdaq valorizava 1,04%, para 8.030,88 pontos, enquanto o Russell 200 ganhava 1,01%, para 1.512,60 pontos.

Dois exemplos de títulos em destaque na praça nova-iorquina são os da empresa de materiais de Lowe’s Companies Inc, que disparam 11,28%, para 108,91 dólares, e os da cadeia de retalho Target Corporation, que disparam 18,52%, para 101,35 dólares.

“Um rally significativo será difícil até que os investidores tenham clareza sobre o caminho da política do Fed”, explicou Edward Moya, analista da OANDA, à “Reuters”. “A A divulgação de hoje das atas pode mostrar como os riscos relacionados com o comércio global podem justificar novos cortes nas taxas, mas os comerciantes provavelmente prestarão mais atenção ao discurso do presidente do Fed”, sublinhou, em declarações à mesma agência noticiosa.

O petróleo está a subir e o dólar esteve a perder força para o euro, mas recuperou ligeiramente. O Brent soma 1,68%, para os 60,98 dólares por barril, enquanto o crude WTI valoriza 1,02%, para os 56,70 dólares. Quanto ao mercado cambial, o euro recua 0,o2% face ao dólar (1,1096 dólares), enquanto a libra perde 0,40% perante a divisa dos Estados Unidos, para 1,2119 dólares.

Os analistas do CaixaBank/BPI Research destacam ainda a subida das yields, que teve origem essencialmente no facto de terem sido pressionadas até níveis extremos nas últimas semanas. “Porventura, a valorização das yields teria sido mais expressiva se a Casa Branca não tivesse desmentido uma notícia do ‘Washington Post’. Segundo este jornal, a Administração Trump estaria a estudar uma nova redução dos impostos sobre os salários, de forma a estimular o consumo privado”, apontam, no habitual ‘Diário de Bolsa’.

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