Wall Street começa semana em baixa. General Electric cai 6% após multa de Bruxelas

Por outro lado, o petróleo está a valorizar, com o preço do barril de brent a valer atualmente cerca de 70 dólares.

Reuters

Com a próxima earnings season à espreita e os investidores apreensivos, os mercados financeiros norte-americanos iniciaram a semana desanimados, num dia ainda marcado pela demissão da secretária de Segurança dos Estados Unidos, Kirstjen Nielsen.

Entre os três principais índices de Wall Street, o industrial Dow Jones perde 0,59%, para os 26.267,86 pontos, e acompanhando estes números em baixa, o alargado S&P 500 recua 0,29%, para os 2.884,45 pontos. Quanto ao tecnológico Nasdaq, desce 0,39%, para os 7.907,63 pontos. Também o Russell 2000 desvaloriza (-0,66%), para os 1.571,11 pontos.

“É razoável esperar um mercado algo mais inseguro pelos níveis alcançados, contudo certamente nos equivocaríamos se procurássemos refúgio em liquidez. Devemos continuar a “surfar a onda” até que esta chegue à praia. Praia essa que, felizmente, está mais longe do que parecia”, referem os analistas do Bankinter, em research de mercado publicado esta segunda-feira.

A nível empresarial, destaque para a queda de 6,39% da General Electric, para 9,37 dólares, após Bruxelas ter anunciado esta manhã uma coima de 52 milhões de euros à multinacional por ter facultado informação incorreta no processo de compra da fabricante LM Wind. “A investigação da Comissão Europeia confirmou que, contrariamente às declarações da General Electric na sua primeira notificação de janeiro de 2017, a General Electric, estava realmente a disponibilizar a potenciais clientes turbinas eólicas offshore de maior potência”, argumentou a instituição liderada por Jean Claude-Juncker.

A Boeing, que sofreu uma revisão em baixa de recomendação, cai 4,10%, para 375,87 dólares, também na sequência de ter decidido cortar em quase 20% a produção da aeronave 737. “A maior história hoje é a Boeing, que é uma empresa chave nos Estados Unidos e está a dar aos mercados um tom suave para começar o dia”, afirmou à agência Reuters Rick Meckler, sócio da Cherry Lane Investments.

“As praças norte-americanas arrancam esta segunda-feira em baixa, após uma semana muito positiva e em que os principais índices bolsistas de Nova Iorque se aproximaram dos máximos históricos de outubro de 2018”, refere Ramiro Loureiro, trader do Millennium bcp. Em comunicado, o analista sublinha ainda “a descida de perspetivas para a Micron condiciona o setor de semicondutores” e aplaude o avanço da Symantec e da Wynn Resourts.

Quanto ao petróleo, que hoje atingiu máximos de cinco meses, continua a subir à medida que sobe também de tom a instabilidade política e militar na Líbia. A cotação do barril de Brent está a somar 0,54%, para 70,72 dólares, enquanto a cotação do crude WTI cresce 1,05%, para 66,74 dólares por barril. No mercado cambial, nota para a apreciação de 0,50% do euro face ao dólar (1,1271) e para a ligeira valorização de 0,02% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,3039).

Notícia atualizada às 15h13

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