Wall Street espera por novo corte das taxas de juro e fecha em alta

Depois da reunião de amanhã, quarta-feira, espera-se que Jerome Powell, presidente da Fed, anuncie novo corte da federal funds rate em 25 pontos base, para um intervalo entre 1,75% a 2%.

Traders work on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) shortly before the closing bell in New York, U.S., January 6, 2017. REUTERS/Lucas Jackson

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque inverteram as perdas registadas na véspera e fecharam a sessão desta terça-feira em alta, impulsionados pela expectativa de a Reserva Federal (Fed) cortar a federal funds rate em 25 pontos base.

Esta terça-feira, o S&P 500 fechou a ganhar 0,25%, para 3.005,47 pontos; o tecnológico Nasdaq subiu 0,46%, para 7.888,79 pontos; e o industrial Dow Jones avançou 0,11%, para 27.107,88 pontos.

Depois dos ataques a duas instalações de petróleo da Arábia Saudita, levando à quebra de 50% da capacidade produtiva do líder de facto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo que levou o preço do “ouro negro” a disparar na segunda-feira 20%, as bolsas internacionais registaram perdas.

Mas, desde então, o preço do petróleo tem vindo a cair. Neste momento, o Brent, referência para o mercado europeu, cai mais de 7%, para 64,14 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência para o mercado norte-americano, desvaloriza 6% para 58,91 dólares.

As atenções do mercado estão agora centradas na decisão do Federal Open Market Committee sobre o futuro do rumo da política monetária norte-americana.

Depois da reunião de amanhã, quarta-feira, espera-se que Jerome Powell, presidente da Fed, anuncie novo corte da federal funds rate em 25 pontos base, para um intervalo entre 1,75% a 2%.

 

Ler mais
Relacionadas

À espera da Fed, Wall Street negoceia em queda ligeira

Reserva Federal norte-americana termina esta quarta-feira e os investidores esperam o anúncio de um novo corte na taxa de juro directora.
Recomendadas

Bolsa nacional acompanha Europa, dominada pelo tema Brexit

Em Lisboa, há quinze empresas cotadas a negociar em alta, uma em baixa e duas sem variação.

Brexit, uma história interminável

O mercado está agora numa fase de algum risco acrescido, que a época de resultados não tem conseguido amenizar, até porque as empresas não fazem milagres e o ambiente económico é hoje bem mais desafiante do que há um ano

Topo da agenda: tudo o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

A reunião do BCE esta quinta-feira será a última do mandato de Mario Draghi, numa semana na qual a incerteza sobre o Brexit irá continuar. A época de resultados chega ao PSI 20, com a Galp e a Jerónimo Martins a divulgarem números do terceiro trimestre.
Comentários