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Wall Street fecha em alta animada com “processo de paz” e Nasdaq dispara

Os investidores parecem ter abandonado a ideia de que as ações de tecnologia estão sobreavaliadas e focam-se agora na hipótese de um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) dos EUA na reunião de dezembro. Além disso, os investidores estão focados na situação geopolítica, à medida que os EUA e a Ucrânia avançam com um plano de paz para pôr fim à guerra com a Rússia.
Brendan McDermid / Reuters
24 Novembro 2025, 21h36

Os índices bolsistas de Nova Iorque fecharam esta segunda-feira em alta. O S&P 500 avançou 1,55% para 6.705,08 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite disparou 2,69% para 22.872,01 pontos, o melhor dia desde 12 de maio. Já o industrial Dow Jones valorizou 0,44% para 46.446,27 pontos.

As ações da empresa-mãe da Google subiram 6,31% e renovaram os seus recordes históricos, tal como na semana passada, enquanto a empresa tenta dissipar os receios que surgiram nas últimas semanas sobre uma possível bolha em torno das empresas de IA.

Os investidores parecem ter abandonado a ideia de que as ações de tecnologia estão sobreavaliadas e focam-se agora na hipótese de um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) dos EUA na reunião de dezembro.

Além disso, os investidores estão focados na situação geopolítica, à medida que os EUA e a Ucrânia avançam com um novo plano de paz para pôr fim à guerra com a Rússia.

Isto acontece no meio de um otimismo renovado após os cortes nas taxas de juro da Reserva Federal (Fed) e no início de uma semana de feriado, uma vez que o mercado bolsista dos EUA estará fechado na quinta-feira devido ao Dia de Ação de Graças e abrirá apenas a tempo parcial na sexta-feira, como é habitual na Black Friday.

O petróleo dispara. O Brent referência na Europa avança 1,41% para 63,44 dólares e o crude WTI nos EUA sobe 1,55% para 58,96 dólares,

A corretora XTB, referindo-se ao petróleo, diz que um possível acordo que termine a guerra entre Rússia e Ucrânia é o que reúne o foco dos investidores.

“O recente plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a Ucrânia, que, se implementado, poria fim às sanções impostas à Rússia que têm restringido as suas exportações de crude, está a influenciar o sentimento do mercado”, diz por sua vez o CEO da ActivTrades Europe, Ricardo Evangelista.


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