Wall Street fecha em alta após Donald Trump adiar tarifas à China

Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram a sessão desta terça-feira com ganhos superiores a 1%.

Wall Street ‘adormeceu’ em terreno positivo, com os principais índices bolsistas dos Estados Unidos da América (EUA) no ‘verde’ e a ganhar mais de 1%, perante uma acalmia das tensões comerciais entre Washington e Pequim. O Gabinete do Representante de Comércio dos EUA anunciou que determinados bens estavam a ser removidos da nova lista de tarifas a aplicar à China devido a questões de “saúde, segurança, segurança nacional e outros fatores”.

Aliás, várias taxas aduaneiras seriam mesmo adiadas até dia 15 de dezembro, incluindo as de produtos como telemóveis, portáteis, consolas, brinquedos, monitores de computador, de calçados e roupas. Como se trata essencialmente de produtos eletrónicos, as ações das tecnológicas foram as que reagiram de forma mais positiva ao anúncio deste adiamento.

Neste contexto económico-político, o Dow Jones encerrou a somar 1,44%, para 26.279,91 pontos, e, na mesma linha, o S&P 500 avançou 1,48%, para 2.926,32 pontos. Também o Nasdaq valorizou 1,95%, para 8.016,36 pontos, enquanto o Russell 200 cresceu 1,01%, para 1.510,39 pontos.

As boas notícias seguiram-se: a China informou que daqui a duas semanas as negociações entre as duas maiores potências do mundo serão retomadas, com o intuito de encontrar um consenso nas relações comerciais. “Por outro lado, o entusiasmo surgia também da notícia de que Donald Trump pediu ao Japão para comprar um «grande montante» de bens alimentares produzidos em território norte-americano, para impulsionar de forma significativa as importações de produtos específicos como a soja e o trigo”, explicam os analistas do CaixaBank/BPI Research.

Num comentário de mercado publicado esta tarde, os mesmos especialistas lembram ainda que Pequim “tinha dado ordenado que as empresas estatais do país deixassem de comprar bens agrícolas aos EUA, o que terá conduzido o presidente norte-americano a procurar alternativas”. Donald Trump usou o Twitter para comentar essa situação e aproveitou a onda de publicações na rede social para apelar à calma em Hong Kong.

Em termos macroeconómicos, destaca-se a subida da inflação tornada hoje pública. O índice de preços no consumidor (IPC) subiu mais rapidamente do que o esperado em julho (0,3%), sobretudo por causa da gasolina, que reverteu a queda dos últimos dois meses, e da subida das rendas.

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