Wall Street fecha em alta depois de um dia ‘nervoso’

Wall Street fechou em alta esta quinta-feira, mas o dia foi bastante agitado, com os investidores a sentirem algum nervosismo face ao andamento do mercado. E da política. Finalmente, um analista disse que a perspetiva de estímulos económicos não mexe com o mercado.

Depois de um dia agitado, em que as negociações demoraram em encontrar um ritmo claro, o mercado de Wall Street acabou por encerrar em alta, motivado, segundo os analistas, pelas perspetivas de criação de novos estímulos fiscais para apoiar uma economia norte-americana devastada pela pandemia. Paralelamente, novos dados apontando para uma desaceleração da recuperação do mercado de trabalho, mas o certo é que, por outro lado, em relação aos pedidos de subsídio de desemprego semanais, estes caíram para 787 mil na semana que encerrou a 17 de outubro, sendo a primeira vez desde março que os pedidos ficaram abaixo de 800 mil.

O Dow Jones Industrial Average  subiu 149,85 pontos, ou 0,53%, para 28.360,67 pontos; o S&P 500 ganhou 16,74 pontos, ou 0,49%, para 3.452,3 pontos; e o Nasdaq Composite adicionou 13,58 pontos, ou 0,12%, para 11.498,27 pontos.

Refira-se que as negociações em Wall Street esta semana foram impulsionadas por uma avalanche de relatórios relacionados com o desenvolvimento das negociações sobre estímulo. Uma porta-voz da Câmara dos Representantes, liderada pela democrata Nancy Pelosi, referiu o progresso nas negociações com o governo de Trump. Com a aproximação das eleições, parece que o presidente está finalmente preparado para consegui um acordo com os democratas.

No entanto, um conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, alertou para que “diferenças políticas significativas” permanecem no horizonte, e que provavelmente não serão resolvidas antes das eleições de 3 de novembro. Seja como for, a aproximação das duas partes já provocou os seus efeitos no mercado mobiliário.

“Esses rumores de estímulo continuam a circular”, disse Mike Zigmont, gestor da Harvest Volatility Management, citado pela agência Reuters, “mas acho que o mercado está a acostumar-se a esses rumores e cada novo boato tem menos impacto que antes”. O gestor afirmou que, de qualquer modo, não estava confiante de que outro acordo de estímulos abriria o caminho para outra tendência de alta das ações.

“O segundo estímulo como tópico já existe há muito tempo. A maior parte das consequências económicas já foi incorporada aos preços das ações ”, disse Zigmont, desmentindo o que uma série de analistas vinham dizendo há algumas semanas. “E agora é uma questão estritamente emocional, uma questão do tipo perceção no mercado”.

Também esta quinta-feira os dados mostraram que o número de norte-americanos que pediram subsídio de -desemprego na semana passada caiu mais do que o esperado, para 787 mil, mas permaneceu teimosamente alto à medida que o apoio dos estímulos fiscais diminuíram.

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