Wall Street fecha em baixa após alguns resultados desanimadores

É o caso da McDonald’s, cujos títulos caíram mais de 5%.

Brendan McDermid/Reuters

A Bolsa de Nova Iorque encerrou a sessão desta terça-feira, 22 de outubro, em terreno negativo, com os investidores a analisarem os últimos resultados trimestrais de empresas como a McDonald’s, a Travelers, a Procter & Gambler e a United Technologies.

Os três principais índices norte-americanos, que haviam arrancado as negociações com ganhos, encerraram no ‘vermelho’. O industrial Dow Jones perdeu 0,15%, para os 26.788,10 pontos, o financeiro S&P 500 recuou 0,32%, para os 2.997,10 pontos, e o tecnológico Nasdaq perdeu 0,72%, para os 8.104,30 pontos. Já o Russel 2000 teve uma desvalorização mínima de 0,02%, para os 1.550,50 pontos.

As ações da McDonald’s terminaram a sessão norte-americana de hoje a perder 5,04%, para 199,27 dólares. Em causa está o facto de o resultado operacional da cadeia de fast food se ter fixado nos 2,41 mil milhões de dólares, ligeiramente abaixo dos 2,51 mil milhões de dólares esperados pelos analistas, e de as receitas terem sido de 5,43 mil milhões de dólares, menos do que os 5,49 mil milhões de dólares previstos pelo mercado.

A Travelers, que teve um ganho por ação de 1,43 dólares (face aos 2,35 dólares estimados por Wall Street), tombou 8,29%, para 130,15 dólares. Já a fabricante de produtos aeroespaciais Lockheed Martin, que viu os seus lucros por ação subirem 10% para 5,66 dólares, deslizou 0,10%, para 373,68 dólares.

A nível macroeconómico, a tarde ficou marcada pela divulgação, às 15h00, da evolução das vendas de casas usadas nos Estados Unidos durante o mês de setembro. Este indicador revelou um recuo de 2,20% para 5,38 milhões, sendo que eram esperadas vendas de 5,45 milhões de habitações.

Em relação aos preços do petróleo, a cotação do barril de Brent está a subir 0,86%, para 59,47 dólares, enquanto a cotação do crude WTI avança 1,29%, para 54,20 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro deprecia 0,17% face ao dólar (1,1128) e a libra desvaloriza 0,52% perante a divisa dos Estados Unidos (1,1128).

“O mais provável é que as bolsas continuem a recuperar de forma discreta, mas sustentada, pelo menos, por agora. A evolução da classe das obrigações deverá ser algo menos sólida”, antecipam os analistas do banco espanhol Bankinter, em research de mercado enviado hoje.

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