Wall Street fecha semana no vermelho depois de novo recorde diário de casos de Covid-19

Depois de duas semanas de ganhos, os três índices norte-americanos fecharam esta semana no vermelho, com medos de uma desaceleração na recuperação económica fruto do aumento de casos de Covid-19 e a falta de novos estímulos por governamentais nos EUA.

Os três principais índices norte-americanos encerraram a semana com perdas, isto no dia seguinte a um novo recorde diário de casos confirmados de Covid-19 nos EUA.

O Dow Jones interrompeu duas semanas de ganhos ao fechar com -0,75% de valorização, caindo para os 29.263,48 pontos. Já o S&P500 caiu 0,68% para os 3.557,54, enquanto que o Nasdaq fechou a sessão a perder 0,42%, ficando-se pelos 11.854,97 pontos.

O número diário recorde de casos confirmados de Covid-19 nos EUA registado esta quinta-feira, 185.759 infeções, gerou alguma preocupação nos mercados e vieram agravar as dúvidas quanto a uma recuperação económica rápida. Além disso, a relutância demonstrada pela administração Trump em avançar com um novo pacote de estímulos à economia acresce a estas dúvidas.

A JPMorgan refletiu estas preocupações na revisão que fez dos dados do PIB para o final do quarto trimestre de 2020, baixando a sua previsão de 3,5% para 2,5%. Também no primeiro trimestre de 2021 o crescimento deverá ser menor do que anteriormente estimado, passando de 2,5% para 2%.

No Dow, a Boeing liderou as perdas ao cair 2,942%, com a persistência do vírus a criar fortes dúvidas sobre a recuperação do setor das viagens.

No Nasdaq, o Zoom (+6,109%) e a Moderna (+5,217%) lideraram os ganhos, com a empresa tecnológica a lucrar com a subida do número de casos, enquanto que a farmacêutica continua a valorizar à boleia dos resultados clínicos da sua vacina. Por outro lado, a Workday Inc liderou as perdas, ao dar um trambolhão de 9,272%.

O S&P500 registou as maiores perdas no setor das viagens e turismo, com a Norwegian Cruise Line a cair 4,9%, seguido da Las Vegas Sands Corp (-4,542%) e a Carnival Corp (-4,508%).

Já o petróleo negociava em alta, valorizando 1,29% com as esperanças de um fim da pandemia trazido por uma vacina a ganharem força e projetarem os mercados para uma recuperação da procura por este bem.

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