WPP Portugal deixa estrutura acionista do Grupo Marktest

A mudança na estrutura acionista não belisca o acionista maioritário, a Gestmedia (detida por Jorge Fonseca Ferreira, José Manuel Oliveira e Luís Queiró), que continua a deter 60% da Marktest

A reestruturação da estrutura acionista do grupo de estudos de mercado Marketest está concluída e, dessa forma, a WPP Portugal sai de cena dando lugar ao fundo investimento Bain Capital, uma das maiores gestoras de ativos do mundo (controla mais de 100 mil milhões de dólares em ativos), apurou o Jornal Económico esta terça-feira.

A mudança na estrutura acionista não belisca o acionista maioritário, a Gestmedia (detida por Jorge Fonseca Ferreira, José Manuel Oliveira e Luís Queiró), que continua a deter 60% da Marktest. Mas os restantes 40% já não estão nas mãos da WPP Portugal, que transferiu a sua participação para a holandesa Kantar Holding S.A, que pertence a 100% à WPP. Por sua vez, a WPP vai vender 60% da Kantar ao fundo de investimento Bain que passa assim a ser acionista da Marktest – A WPP fica apenas com 40% da Kantar.

É a Kantar Holding S.A que concentra todos os ativos que a WPP detinha nas áreas de negócio de estudos de mercado e de medição de audiências.

Em 25 de outubro, o semnário “Expresso” tinha noticiado que a reestruturação estava em curso e que o fundo Bain, através da operação entre a WPP e a Kantar, passaria a ter uma participação indireta na Marktest de 24%.

As operações do grupo Marktest congrega atividades na medição de audiências de meios e monitorização de investimentos publicitários, bem como a elaboração de barómetros em diversas áreas como telecomunicações, banca, seguros e distribuição. O grupo foi fundado em 1980.

Recomendadas

Covid-19: Carris aumenta oferta nos dias úteis

A Carris – Transportes Públicos de Lisboa vai aumentar a oferta nos dias úteis, a partir de segunda-feira, nas carreiras onde se tem verificado uma maior procura, na sequência da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

Banco de Portugal salienta que as moratórias públicas ou privadas devem ser tratadas da mesma forma

O Banco de Portugal destaca que a segundo esclareceu a EBA, as moratórias, de iniciativa pública ou privada, devem ser tratadas da mesma forma, desde que tenham um propósito e caraterísticas semelhantes. “A EBA definirá, em breve, quais os critérios a observar para o efeito”, diz a entidade de supervisão.

Oxford Economics estima recessão de 2,2% na zona euro e estagnação mundial

“A pandemia do novo coronavírus vai infligir uma profunda recessão na economia mundial, e em muitas das principais economias, durante a primeira metade deste ano”, lê-se numa nota enviada aos investidores, e a que a Lusa teve acesso, na qual se prevê que a zona euro caia 2,2%, os Estados Unidos 0,2% e a China cresça apenas 1%.
Comentários