O economista Joseph Stiglitz, que está em Portugal para participar nas Conferências do Estoril, afirmou que “seria bom para o Eurogrupo ser liderado por alguém com um grande conhecimento da diversidade da zona euro”, disse em conferência de impresa.
Questionado sobre de Mário Centeno, ministro português das Finanças, seria a pessoa indicada para presidir ao Eurogrupo, o prémio Nobel da Economia de 2001 respondeu afirmativamente, acrescentando que “é tempo de o Eurogrupo ser representado por alguém que tem mais conhecimento das dificuldades que a zona euro, como um todo, enfrenta”.
Em conferência de imprensa, Joseph Stiglitz considerou que Jeroen Dijsselbloem devia ter-se demitido depois das afirmações de março passado sobre os países do sul da Europa: “Como uma pessoa que está de fora, fiquei horrorizado com as afirmações de Dijsselbloem. São um exemplo das disfunções na Europa. E, quando fez afirmações como aquelas, devia ter-se demitido. Achei profundamente perturbador”, defendeu o economista.
Recorde-se que em março, o atual presidente do Eurogrupo declarou, em entrevista ao jornal Frankfurter Zeitung, que não se pode pedir ajuda depois de gastar o dinheiro em álcool e mulheres, referindo-se na altura aos países do sul da Europa, declarações receberam muitas críticas (inclusive por parte do Governo Português) e pelas quais Dijsselbloem acabaria por pedir desculpa.
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