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Lucros da EDP e EDPR descem até setembro

Lucros da família EDP descem nos primeiros nove meses com menos ativos vendidos, com descida do preço de venda de eletricidade, com desvalorização cambial e com imparidades em projetos europeus e nos EUA.
EDP EDP Renováveis
Tiago Petinga/Lusa
5 Novembro 2025, 17h45

Os lucros não-recorrentes do grupo EDP recuaram 12% para 952 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, com os lucros não-recorrentes da EDP Renováveis a tombarem 49% para 107 milhões de euros até setembro.

As cotadas do grupo EDP foram penalizadas com menos centrais eólicas e solares vendidas face ao ano passado e também com o preço-médio de venda a descer, mas também com o registo de imparidades pela EDPR na Europa e nos EUA.

Olhando para o grupo EDP, a companhia revela que os lucros recorrentes desceram 10% para 974 milhões de euros nos primeiros nove meses, com o aumento de 3,4 gigas na capacidade renovável, com a produção de eletricidade a subir 14%, com “forte contributo das operações nos EUA e um sólido desempenho das redes de eletricidade em Portugal e Espanha”.

Já os ganhos com rotação de ativos recuaram: dos 191 milhões de euros registados em período homólogo, tombaram para apenas 22 milhões até setembro deste ano.

Na EDPR, o lucro recorrente desce 10% para 189 milhões de euros, com a rotação de ativos a cair significativamente: dos 167 milhões homólogos para os 35 milhões este ano.

A companhia também reportou o impacto negativo de 82 milhões de euros de itens não-recorrentes, “provenientes principalmente de imparidades na Europa, incluindo países noncore, e da depreciação acelerada do projeto eólico onshore Meadow Lake IV em repotenciação, ambos ao nível das amortizações, e de custos não recorrentes na plataforma da Ocean Wind nos EUA, contabilizados na linha de resultados de empresas associadas”. As depreciações & amortizações, imparidades e provisões dispararam 26% para 746 milhões de euros.

O preço-médio de venda de eletricidade recuou 9% para 54,2 euros/MWh, com o preço de venda a Europa a cair 10%, “principalmente na Península Ibérica devido à normalização dos preços das coberturas e preços referentes às tarifas aplicáveis aos projetos de energia renovável mais baixos”. A companhia também aponta que o “aumento do peso na produção total da América do Norte e América do Sul, que apresentam preços de eletricidade estruturalmente mais baixos” também contribuiu para o recuo, a par da desvalorização do dólar e do real face ao euro que “também teve um impacto negativo”.

Já a EDP revelou que a sua dívida líquida subiu 11% para os 17,3 mil milhões de euros, “refletindo o investimento realizado no período, uma menor contribuição de transações de rotação de ativos, cujos encaixes financeiros estarão maioritariamente concentrados no último trimestre de 2025, e o pagamento do dividendo anual relativo a 2024, de 0,20 euros/ação, que ocorreu no dia 6 de maio”.

Na EDP, o EBITDA recorrente desceu 4% para 3.740 milhões de euros, com menos rotação de ativos e desvalorização cambial.

Na EDPR; as receitas subiram 16% para 2 mil milhões, “impulsionadas por um aumento de 14% na produção de eletricidade, para 30 TWh, principalmente devido à expansão de capacidade e à otimização da eficiência operacional”. Já o O EBITDA recorrente aumentou 9% para 1,4 mil milhões.

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