A Caixa Geral de Depósitos quer evoluir para ser uma referência europeia no horizonte do novo plano estratégico 2015 a 2028.
“A liderança consolidada da CGD coloca-a em condições de atingir essa meta que passa por acelerar o crescimento com rentabilidade”, refere o CEO do banco, Paulo Moita de Macedo.
O Plano Estratégico de 2025 a 2028 “foi visto e aprovado pelo Conselho de Administração e está a seguir as suas etapas”, disse o CEO do banco.
As metas para 2028 são um ROE acima de 15%; um Cost-To-Income abaixo de 40%; um rácio de CET1 acima de 15%; um custo do risco abaixo de 0,20% e com mais de 75% de clientes digitais. O ranking ESG manter-se em Low Risk faz também parte das metas.
O banqueiro lembrou o bom posicionamento do banco em termos do stress teste na Europa e da rentabilidade que está ligeiramente acima dos bancos europeu, bem como “um cost-to-income que, também, está ligeiramente melhor do que os dos nossos pares e, também, um core equity tier 1 e um cost-of-risk que comparam favoravelmente”.
“A Caixa tem várias vantagens competitivas e para um banco com 150 anos é um desafio manter as vantagens competitivas com as alterações que tem havido no sistema financeiro, com novos players a entrarem”, salientou Paulo Macedo.
O CEO destacou que prevê um investimento tecnológico de entre 815 milhões e os mil milhões nos próximos quatro anos. “Queremos contratar mil pessoas nos próximos cinco anos”, anunciou Paulo Macedo que realçou a capacidade de investimento “naquilo que precisamos, quer seja em termos de sistemas informáticos, quer seja em termos de cibersegurança, quer seja em termos de inteligência artificial”. Esse investimento justifica a subida dos custos operacionais até setembro.
Paulo Macedo destacou que o turnaround da CGD foi o mais bem-sucedido da banca europeia. “Temos um processo de transformação no plano estratégico e que obviamente ainda não acabou”, disse.
“Somos o banco com que faz mais crédito de habitação, mais cartões, com 31% dos depósitos dos particulares em Portugal. Portanto, o plano para até 2028 vai ser continuar com esta transformação em termos de serviço e também ter aqui um objetivo ambicioso, que é, nós hoje em dia, como já vimos, somos uma referência europeia em várias áreas”, disse o banqueiro lembrando que “somos uma referência europeia em termos de rentabilidade, somos uma referência europeia em termos de stress testes, e queremos ser também uma referência europeia em outras áreas”.
Paulo Macedo reafirmou o compromisso de manter o apoio às famílias e às empresas, “o nosso objetivo é continuar a ser o banco com mais crédito concedido aos portugueses e às empresas portuguesas”.
A CGD quer liderar a digitalização, “nós somos claramente líderes em termos de clientes digitais, somos também líderes em termos de transações digitais”, sublinhou.
“A CGD quer criar valor desde logo por aquilo que gera, pelos dividendos que paga, pelos impostos que também paga, mas sobretudo pelo número de empresas e famílias que apoiam”, disse Paulo Macedo que considerou o plano estratégico ambicioso.
“Vamos fazer também uma gestão de risco de capital melhorada, como é sabido que temos aqui um valor de capital que é significativo e que pode ser otimizado, e também queremos ter uma experiência de cliente que entendemos que pode vir ainda a ser melhorada, e que está a ser melhorada através, já hoje, da inteligência artificial”, disse.
A ambição do plano estratégico manifestada por Paulo Macedo não invalida o reconhecimento de que a rentabilidade da banca por conta da redução dos juros venha a abrandar.
“Obviamente que os próximos anos, em termos de rentabilidade, não serão iguais, quer em termos de taxas de juros, quer em termos de valores globais. Sabemos que os próximos anos não serão semelhantes aos anteriores, portanto manter ROE acima de 15% é bastante ambicioso, porque tipicamente o objectivo de remuneração de capital vai até aos cerca de 10%-12%”.
“Ter também um rácio de capital no mínimo de 15%, que obviamente hoje temos mais mas que também queremos vir a otimizar no futuro. Por outro lado, também em termos de sustentabilidade, continuar com uma boa classificação e vir a dar novos passos, portanto não desistir desta parte da sustentabilidade”.
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