O país não pode continuar à espera de comboios”, foi assim que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, começou o anúncio do investimento total de 1,6 mil milhões no investimento que o país vai fazer na ferrovia. Desse valor, 584 milhões de euros vão para a compra de 20 comboios para a linha de Alta Velocidade que irão circular a uma velocidade de 300 quilómetros por hora e transportar 500 passageiros por unidade.
Já foi aprovada a aquisição de 12 automotoras com opção de compra de mais oito. Do valor a investir, 45 milhões de euros destinam-se à criação de oficinas e equipamentos.
A compra será feita pela CP, que irá “procurar o financiamento no mercado concorrencial”, avançou Pinto Luz. O prazo de entrega para a primeira automotora é de 48 meses.
Já no âmbito do contrato de aquisição de 117 unidades à Alstom, o Governo avançou com opção de compra de mais 36 automotoras e, ao mesmo tempo decidiu acelerar a compra de 153 automotoras (55 regionais e 98 urbanas), com a última entrega a ser antecipada de 2033 para 2031. O investimento adicional será de 318 milhões de euros e a entrega da primeira composição está prevista para 2029.
“Trata-se do maior investimento na aquisição de comboios jamais feito em Portugal, com o valor a atingir mais 1,6 mil milhões de euros – somando aos 746 milhões do contrato base das 117 automotoras os 318 milhões de euros agora aprovados para a antecipação da entrega, bem como os 584 milhões da Alta Velocidade”, anuncia o Ministério das Infraestruturas e Habitação, em comunicado.
Concurso para Oiã e Soure
Através das Infraestruturas de Portugal (IP) o Ministério das Infraestruturas e Habitação lançou também esta quinta-feira, 22 de janeiro, o concurso de concessão do troço da linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, entre Oiã e Soure, em formato Parceria Público Privado (PPP).
Com a previsão da assinatura do contrato e inicio da construção em 2027, o contrato contempla 61 quilómetros de linha de alta velocidade, com ligações na proximidade de Oiã, Adémia e Taveiro, assim como a quadruplicação da Linha do Norte no troço Taveiro-Coimbra B. Contempla ainda a adaptação da estação de Coimbra B à alta velocidade.
O primeiro troço da primeira fase da linha de Alta Velocidade, entre Porto e Oiã, foi formalizado em julho de 2025 com o consórcio Avan Norte. “As linhas de Alta Velocidade são, a par do novo aeroporto de Lisboa, as maiores obras que o país levará a cabo neste século”, disse o ministro.
Subconcessão a privados de quatro linhas
Foi também anunciado que o Governo mandatou a CP para apresentar uma proposta com os modelos concretos de subconcessões para os troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto. “Daqui a 90 dias vamos analisar as opções de CP”, sublinhou Miguel Pinto Luz no briefing do Conselho de Ministros. O ministro explicou que o Executivo analisou um estudo preliminar encomendando pela CP sobre a viabilidade das subconcessões. O ministro apontou o “segundo semestre do ano para o lançamento dos concursos públicos para essas subconcessões”, que serão da responsabilidade de CP. Os quatro serviços a subconcessionária apresentam uma extensão total de 355 quilómetros e 166 milhões de passageiros transportados em 2024. Em 2025, segundo o governante, quase 200 milhões de passageiros viajaram nos comboios da CP, com quase 50% da oferta a ser assegurada na linha Sintra/Azambuja. As quatro linhas a subconcessionar apresentam uma subida no número de passageiros no período entre 2015 e 2024.
IMT passa a fiscalizar elevadores e funiculares
O mesmo conselho de ministros anunciou que a supervisão e licenciamento de modos de transportes (metropolitanos, comboios ligeiros turísticos, redes ferroviárias isoladas, elevadores e funiculares) passa a ser feito pelo Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMT). O Instituto passa a aplicar medidas de segurança temporárias sempre que sejam identificados riscos de segurança.
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