Acordo comercial baralha os planos dos Touros

Bom desempenho dos títulos da J.P Morgan, após a financeira ter apresentado os maiores lucros de toda a história do sector nos EUA.

Presidente chinês, Xi Jinping, e governante norte-americano, Donald Trump, conversam durante evento em Pequim, em 2017 | REUTERS/Thomas Peter

Depois de na segunda-feira a notícia de que os EUA irão retirar a China da lista de países manipuladores de moeda ter dado um contributo importante para o optimismo que reinou, ontem os investidores foram confrontados com o facto das tarifas alfandegárias existentes nas importações de produtos chineses por parte dos EUA, se irem manter até pelo menos as eleições presidenciais norte-americanas deste ano.

Já depois do fecho do mercado o secretário de Estado do Tesouro, Steven Mnuchin, aprofundou o tema dizendo que só na segunda fase do acordo é que as tarifas vão ser revistas, o que deixa antever um processo mais longo e segmentado que os analistas estavam à espera, até porque ontem de madrugada e segundo a Reuters a administração de Trump está prestes a publicar uma regra que irá aumentar significativamente o poder de bloquear vendas de produtos norte-americanos à gigante chinesa Huawei, atingindo por exemplo produtos fabricados no estrangeiro que contenham tecnologia de baixa importância, detida por empresas dos EUA.

Ou seja na prática e tal como tenho afirmado este acordo parcial vale principalmente pela estagnação do processo, não havendo um agravamento da situação, o que não sendo uma boa notícia também não é uma má notícia e isso em si é bom para o mercado, porque permite alguma previsibilidade na avaliação dos riscos de curto-médio prazo.

Ainda assim Wall Street ressentiu-se ligeiramente deste desenvolvimento e os índices que tinham fugido ao vermelho inicial na sessão voltaram de novo para território negativo, com excepção do Dow Jones, que suportado pelos ganhos de algumas empresas ligadas ao sector da saúde e pelo bom desempenho dos títulos da J.P Morgan, após a financeira ter apresentado os maiores lucros de toda a história do sector nos EUA, o índice industrial amealhou um ganho marginal, o que contrasta com a relativa menor força demonstrada nos dias anteriores.

No mercado cambial e nas matérias-primas não foi visível uma corrida aos activos refúgio, o que deverá limitar o menor fulgor dos Touros à sessão de ontem devido ao tema da guerra comercial, estando para hoje prevista em Washington a assinatura do acordo parcial entre as duas maiores economias do mundo.

O gráfico de hoje é dos CTT, o time-frame é mensal.

 

 

Após terem efectuado um duplo fundo de longo prazo, os títulos da empresa nacional estão agora perto de uma zona de resistência importante (linha azul).

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