A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) aplaude a adoção da estratégia para os cereais por parte do Governo. A “Estratégia+Cereais” visa aumentar a capacidade de aprovisionamento face às circunstâncias adversas que se verificam, ao aumento dos custos de produção e à queda abruta dos preços pagos aos produtores.
“Trata-se de uma medida muito importante para o sector, a qual carece de implementação imediata, no sentido de corresponder às dificuldades dos produtores e de impulsionar um sector produtivo relevante para o nosso país”, afirma a CAP em nota enviada à nossa redação.
Os agricultores instam o Governo, na pessoa de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Pescas – a tomar uma posição pública “urgente” e “firme” para garantir um orçamento reforçado para a futura PAC 2027-2034.
Um orçamento que, adianta a confederação, “assegure apoios integrais, distribua recursos de forma justa entre países, seja flexível face às realidades do Sul da Europa e tenha em consideração a necessidade de atualização dos preços de intervenção para os cereais”.
A “situação crítica” que o mercado de cereais atravessa é, denuncia a CAP, “agravada” por uma decisão, tomada na semana passada no âmbito da União Europeia, que vai aumentar em 45% os contingentes de importação de arroz de Mianmar e do Camboja. A decisão permite a entrada de mais 387 mil toneladas deste cereal, o que, lesa, salienta a confederação, produtores nacionais e europeus de forma geral.
Em reunião de Direção realizada esta semana, em que analisou e discutiu a atual situação do mercado de cereais, saiu o compromisso de diligenciar junto das entidades oficiais, nacionais e europeias, para que sejam implementadas as medidas necessárias para a recuperação do sector.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com