AHRESP diz que a “não reabertura da animação noturna coloca em causa produto turístico nacional”

Segundo a AHRESP, os turistas estão a optar por viajar para sítios “onde estes negócios estão em funcionamento”.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considerou, esta quinta-feira, que a “não reabertura da animação noturna coloca em causa o produto turístico nacional”.

Em comunicado a AHRESP sublinha que “apesar de existirem hoje mecanismos que permitem manter as atividades económicas com maior liberdade de funcionamento, sem com isso se comprometer o combate à pandemia, como é o caso da utilização do certificado digital de vacinação e dos testes à COVID-19, a incerteza e a falta de perspetivas para retomar a sua atividade mantêm-se para os estabelecimentos de animação noturna, como bares e discotecas”.

“Recorde-se que desde março de 2020 permanecem sem atividade e agora enfrentam a perda de mais uma época ‘alta’. A não abertura, com regras, destes estabelecimentos está também a enfraquecer o produto turístico português, com os turistas a preferirem outros destinos onde estes negócios estão em funcionamento”, aponta a Associação.

A AHRESP apela ao “Governo que planifique uma possível reabertura, anunciando de forma atempada esta possibilidade, para que os estabelecimentos possam planear os seus negócios”.

A 14 de julho o ministro da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que o programa Apoiar vai ser estendido para as empresas que continuam encerradas desde o início da pandemia, como é o caso das discotecas.

No dia seguinte a Rádio Renascença avançou uma entrevista com o secretário de estado dos Assuntos Parlamentares onde Duarte Cordeiro referiu que estava “na altura de pensar nas discotecas”. Para o governante é preciso “pensar em medidas que permitam associar a liberdade de circulação, de abertura de determinadas atividades com a necessidade de vacinação para também estimular os jovens à vacinação”.

De sublinhar que em entrevista à NIT a 16 de julho, o presidente da Associação de Discotecas Nacional deu nota que “cerca de 60% das empresas estão falidas e se o Governo insistir nesta linha de encerramento, até ao final do verão mais 30 por cento irão encerrar”.

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