AHRESP diz que discotecas fechadas “promovem ajuntamentos de risco”

A associação defende a abertura da animação noturna para travar os ajuntamentos, que têm sido registados em zonas como o Bairro Alto. Nesta localidade têm decorrido também agressões.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera que enquanto os estabelecimentos de animação noturna estiverem encerrados os ajuntamentos de risco serão uma constante.

Em comunicado a associação sublinha que “a manutenção do encerramento legal dos estabelecimentos de animação noturna, como bares e discotecas, além de fazer com que estas empresas se tornem insolventes, com o risco de não reabrirem os seus negócios, tem ainda o efeito pernicioso de promover ajuntamentos noutros locais, que ocorrem sem qualquer controlo ou mesmo cuidado com medidas de prevenção da COVID-19”.

“Neste sentido e considerando o sucesso da vacinação, a AHRESP defende que se justificaria a entrada imediata na 3.ª fase de desconfinamento. Em simultâneo, é preciso não esquecer a necessidade destes estabelecimentos acederem a um apoio financeiro específico para a reabertura, o que ajudaria no combate à pandemia e funcionaria como um sinal de apoio e confiança nestes agentes económicos que levam já mais de ano e meio de faturação zero”, completa.

Ajuntamentos e onda de violência no Bairro Alto

A violência no Bairro Alto não é novidade e é um problema que se arrasta por vários anos. Recorde-se a história de Alcino Monteiro, assassinado no Bairro Alto há 25 anos. Depois de Alcino Monteiro outras mortes, assaltos aconteceram. A 1 de março de 2021 o ministério da Administração Interna autorizou a instalação de 216 câmaras de videovigilância em Lisboa. As zonas de eleição, segundo a agência “Lusa”,  foram:  Praça do Comércio, Cais das Colunas, Praça D. Pedro IV, Praça dos Restauradores, Praça da Figueira, Rua Augusta, Rua Áurea, Rua da Prata, Rua dos Fanqueiros, Rua do Comércio e restantes transversais, Avenida Ribeira das Naus, Cais do Sodré, Santa Apolónia, Campo das Cebolas e Miradouro de Santa Catarina (perto do Bairro Alto).

Em maio de 2014 já tinham sido instaladas câmaras de vigilância. Na altura, 0 comissário Rui Costa adiantou, ao “Público” que as “imagens poderão servir para atenuar esta situação”, não podendo, contudo, ser usadas como prova.

A instalação de videovigilância, quer a de 2014 ou a de 2020 parece ter tido pouco efeito, sendo que recentemente foram registadas agressões no Bairro Alto.

 

Relacionadas

AHRESP quer que empresas que beneficiaram das linhas Covid tenham acesso ao novo apoio do IAPMEI (com áudio)

A AHRESP diz que a nova linha de apoio às PME do IAPMEI tem condições que irão quase automaticamente excluir todas as empresas do sector do turismo. Por isso pede a revisão de critérios de acesso.

Mais de 80% das empresas de restauração sentem dificuldades na contratação

“Dados do mais recente inquérito realizado pela AHRESP indicam que 84% das empresas de restauração e similares e 57% das empresas de alojamento turístico sentiram dificuldades na contratação de novos colaboradores este ano”, informou a associação, no seu boletim diário.

AHRESP enaltece mudanças no programa IVAucher

A AHRESP destaca que, no que diz respeito ao IVAucher, “tem apelado à simplificação e à eliminação de quaisquer custos para as empresas no âmbito deste programa”. Para esta associação, estas alterações potenciam a “simplicidade e universalidade” deste programa, “quer nos meios de adesão, quer na utilização do benefício, por parte dos consumidores e comerciantes”.
Recomendadas

Guitarrista Marta Pereira da Costa atua no Hotel Infante Sagres

Nos dias 29 e 30 de outubro, o som da guitarra portuguesa irá ecoar sobre a emblemática sala D. Filipa do majestoso Hotel Infante Sagres, com dois jantares-concerto de Marta Pereira da Costa.

Amadora volta a receber banda desenhada a todo o vapor

O Ski Skate Amadora Park, a Bedeteca da Amadora e a Galeria Municipal Artur Bual são os espaços que vão receber as apresentações e também a nova edição.

“Reserva e Aparece”: Chefs e restaurantes portugueses criticam quem marca mesa e não vai

O movimento, que faz um apelo aos cancelamento das reservas se os planos das pessoas mudarem, visa a “promover a tomada de consciência pelos clientes e evitar estas situações” para fazer a “mudança de atitude por parte dos prevaricadores”.
Comentários