Isabel Schnabel, membro do Comité Executivo, é apontada como a pessoa mais indicada para suceder a Christine Lagarde na presidência do Banco Central Europeu (BCE), revela uma pesquisa da agência de notícias Bloomberg.
Professora de economia e assessora do governo alemão antes de ingressar no BCE em 2020, Isabel Schnabel é conhecida por ter uma posição altamente restritiva sobre a política monetária.
O holandês Klaas Knot, que liderou o banco central dos Países Baixos até ao ano passado, surge como o segundo nome mais cotado à frente do espanhol Pablo Hernández de Cos, ex-governador do Banco da Espanha e atual diretor do Banco de Compensações Internacionais.
Embora, o lugar de Lagarde só fique vago em 2027, há já muito tiro ao alvo e especulação sobre quem será o candidato de consenso.
Na lista dos candidatos prováveis ou qualificados para suceder a Lagarde também figuram o francês François Villeroy de Galhau e o italiano Fabio Panetta, países que já lideraram a instituição. Na disputa também está o finlandês Olli Rehn, segundo na corrida pela vice-presidência.
O estudo da Bloomberg foi realizado já após a nomeação, esta semana, do croata Boris Vujcic para vice-presidente, uma corrida que o português Mário Centeno integrou, e que constitui o primeiro passo na reorganização do Conselho Executivo da autoridade monetária da União Europeia, com sede em Frankfurt.
Os inquiridos consideram que para ser presidente do BCE é indispensável ter formação em Economia e experiência profissional num banco central.
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